Mercado

Mercado grossista regista inovação de 1,20% em Janeiro

06/03/2017 - 10:21, Markets

A variação homóloga de Janeiro de 2016 a Janeiro de 2017 é de 29%, registando um aumento de 15,73% em relação ao princípio do ano transacto.

Por Pedro Fernandes | Fotografia Walter Fernandes

pedro.fernandes@mediarumo.co.ao

Durante o mês de Janeiro, o mercado de produtos grossistas nacionais registou aumento de preços na ordem de 1,28%, comparativamente aos custos de Dezembro último, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística a que o Mercado teve acesso esta semana.

Já os preços dos produtos importados tiveram um aumento de 1,18%, influenciado basicamente pela variação de preços verificada na Secção Agricultura, Produção Animal, Caça e Silvicultura (2,16%).

Os dados do INE esclarecem que a inflação global do mês de Janeiro de 2017 foi de 1,20%, sendo a contribuição dos produtos importados a que maior participação teve, com 0,93 pontos percentuais, ou seja, 78%, enquanto a contribuição dos produtos nacionais foi de 0,27%, o que corresponde a 22% do valor da inflação global.

Na secção dos produtos nacionais, o sector da Indústria Transformadora contribuiu com 0,86% para o agravamento dos preços. Os produtos que mais contribuíram foram cerveja (0,36%), gasosa (0,20%), cimento (0,06%), farinha de trigo (0,02%), óleo de soja, leite em pó, carne de vaca e vinho (0,01%) cada.

Em relação aos produtos importados, a indústria transformadora também foi a que mais contribuiu para a variação de preços dos produtos. Colaboraram para o efeito produtos como frango congelado (0,13%), cerveja (0,06%), leite em pó e carne de porco (com 0,05% cada), óleo de soja (0,03%) chouriço, TV a cores, miudezas de vaca, massa alimentícia, carapau congelado, vinho tinto, varão, detergente em pó, motorizada, óleo de palma, água mineral e gasosas (com 0,02% cada).

A variação homóloga do mês de Janeiro de 2016 a Janeiro de 2017 é de 29%, registando um aumento de 15,73% em relação ao mês do ano transacto. Em termos de tendência, a taxa de inflação homóloga experimenta aceleração, facto que teve o seu início em Janeiro de 2015, segundo o INE.

Inflação mais alta em Julho e mais baixa em Outubro

A variação dos últimos 12 meses do custo de vida na capital angolana atingiu o pico máximo em Julho, situando-se nos 4,04%, contrariamente a Outubro, que, no período em avaliação, representa a época em que o poder de compra em Luanda aumentou, tendo o fluxo in͍flacionário reduzido para 1,7%.

Embora a inflação tenha atingido a variação máxima mensal em Julho, com 4, 04%, houve até Outubro uma desaceleração contínua, passando para 3,30% em Agosto, 2,14% em Setembro, e 1,7% em Outubro. O mês de Novembro veio colocar “travão” à redução da inflação, tendo registado neste período uma alteração de 2,13%.
Concorreu para a redução dos preços dos produtos a evolução dos indicadores económicos que têm grande influência no poder de compra.

O aumento do preço do Brent e a maior disponibilização de divisas por parte do BNA são também apontados como causa do efeito contraccionista no preço.

Produtos nacionais versus importados

A in͍flação global do mês de Dezembro de 2016 foi de 1,25%, sendo a contribuição dos produtos importados a que maior participação teve, com 0,98 pontos percentuais, ou seja, 78%, enquanto a contribuição dos produtos nacionais foi de 0,27 pontos percentuais, o que corresponde a 22% do valor da in͍flação global.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a in͍flação dos produtos nacionais no período em referência foi 1,30%. A secção Indústria Transformadora, com 0,72 pontos percentuais, foi a que mais contribuiu para este aumento. Gasosa (0,26%), cerveja (0,21%), cimento (0,05%), sabão em barra e detergente em pó (0,02%), vinho, pão cacete, óleo de soja e cigarros (todos com 0,01%) foram os que mais contribuíram para a in͍flação dos produtos feitos no País. Já na secção dos produtos importados, a in͍flação atingiu, no mês de Dezembro, 1,24%, fruto do “desempenho” do arroz-agulha (0,11%), da cerveja e do frango congelado (0,06% cada), da carne de porco/entrecosto (0,05%), das pilhas eléctricas, dos sapatos para homem e da massa alimentícia (0,04% cada).

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