Mercado

Wall Street começa 2017 em alta

03/01/2017 - 17:00, Bolsa Internacional, Markets

O petróleo transaciona em alta suportado pela esperança de que o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para redução da produção permita efetivamente escoar o excesso de oferta de petróleo.

Por Jornal Económico 

Os mercados accionistas dos EUA irromperam 2017 em alta, animados pelas valorizações dos principais índices e pelos ganhos do petróleo, que atingiu hoje máximos de 18 meses.

O industrial Dow Jones, que valorizou perto de 13,5% no ano passado, ganha 0,78% para 19.916,51 pontos, com os investidores confiantes de que está iminente o marco histórico de 20.000 pontos pela primeira vez.

O tecnológico Nasdaq sobe 0,87% para 5.429,81 pontos, e o S&P avança 0,8% para 2.256,65 pontos.

O petróleo transaciona em alta suportado pela esperança de que o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para redução da produção permita efetivamente escoar o excesso de oferta de petróleo.

O Brent, que serve de referência na Europa, valoriza 2,39% para 58,17 dólares por barril, e o Crude avança 2,59% para 55.11 dólares.

“Os primeiros sinais sugerem que os cortes na produção estão a aumentar a esperança de que a oferta mundial de petróleo vai diminuir”, disse Hans van Cleef, economista sénior na área da energia do ABN AMRO Bank em Amesterdão, à Reuters.

No pacto histórico acordado em 30 de Novembro do ano passado, os membros da OPEP e outros países exportadores concertaram a redução da produção de petróleo em 1,2 milhões de barris por dia, com um limite de 32,5 milhões de barris diários. Os investidores estarão atentos à concretização das metas do acordo, que teve início oficial no dia 1 de Janeiro.

As bolsas dos EUA beneficiam ainda do otimismo na China, após a divulgação de dados relativos à economia chinesa que revelam que a atividade industrial cresceu no mês passado ao ritmo mais alto dos últimos quatro anos.

As praças dos EUA encerram 2016 no vermelho, apesar de ter sido um ano que primou por uma série de recordes nos principais índices norte-americanos.

No mercado cambial, o dólar retomou o “rally” e ganha terreno face às restantes divisas. O euro deprecia-se 0,65% para 1,0387 dólares, e a libra esterlina recua ligeiramente para 1,2261 dólares.

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