Mercado

Adopção das IAS/IRFS

29/11/2016 - 11:04, Opinião

Os bancos comerciais com activos superior a 300 mil milhões Kz serão os primeiros a implementar o formato IRFS, até Dezembro de 2016.

Por Aylton Melo 

A primeira fase de implementação do formato IRFS ocorrerá nesse grupo, enquanto a segunda etapa vai abranger os que possuem montantes inferiores.
A banca angolana prepara-se assim para adoptar o formato de apresentação de resultados contabilísticos IRFS em substituição do actual, CONTIF, como cumprimento da orientação do Banco Nacional de Angola (BNA), que assim pretende adequar o sistema nacional às normas internacionais de contabilidade IAS/IRFS.

Face à complexidade de aplicação do modelo IFRS (International Financial Reporting Standard), o Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto regulador da actividade bancária no País, definiu a implementação do respectivo paradigma em duas etapas.

Tendo em conta o plano de adopção das normas internacionais de contabilidade, estabelecido pelo BNA, as instituições bancárias de grande dimensão, tais como o BPC, BFA, BAI e BIC, segundo a classificação da ABANC, serão as primeiras a implementar.

Apesar da complexidade, os bancos comerciais angolanos perfilham a substituição do CONTIF porque o IRFS facilita o confronto da informação financeira entre os diversos bancos, inclusive de outras praças mundiais.

A apresentação dos resultados no formato IRFS também facilita a análise dos relatórios financeiros, por parte dos maiores reguladores das instituições financeiras do mundo, nos casos do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Fed (Reserva Federal dos EUA). Angola estará alinhada às normas internacionalmente aceites. Por outro lado, também ficará facilitada a interpretação dos dados, numa análise de funding.

O processo de transição do CONTIF para o IRFS está bem encaminhado, tudo indica nos relatórios financeiros referentes ao exercício económico de 2016. Por isso, os bancos citados deverão fazer um esforço redobrado no processo de migração e adequação ao formato IRFS e de forma mais acelerada. Face à posição no sector bancário nacional, o Banco Angolano de Investimento (BAI), por exemplo, terá tudo a postos para adoptar a nova exigência do BNA, aliás, o actual presidente do conselho executivo, José de Lima Massano, tem domínio da matéria porque foi um dos precursores da adesão às normas IAS/IRFS, quando esteve à frente do banco central. Portanto não há dúvidas sobre os benefícios da adopção do IFRS para as economias, sobretudo a nacional, sendo uma possibilidade de aceder ao fluxo internacional de capitais e aos mercados internacionais.

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