Mercado

Desafios que se impõem

28/12/2016 - 09:14, Opinião

Para o próximo ano, grandes desafios deverão tomar conta da gestão do sector bancário, com vista a torná-lo mais robusto a fim de corresponder às expectativas, quanto ao cumprimento das regras de compliancee de supervisão.

Por Estêvão Martins

O primeiro desafio a ser adoptado pela banca em 2017, segundo a KPMG, consiste no reforço do processo de gestão de colaterais e impacto na determinação da imparidade, conforme as IFRS. O segundo ponto tem que ver com a necessidade acrescida de informação sobre os mutuários para efeitos de gestão do risco de crédito, enquanto o terceiro ponto aborda a melhoria do processo de preparação de informação financeira e prudencial. Este último item foi dos mais aflorados durante o ano que está prestes a terminar, em função da necessidade de cumprimento das normas internacionais de gestão exigidas pelo Banco Central Europeu, para que a banca nacional esteja alinhada às normas de compliance.

Com efeito, os bancos têm igualmente uma grande responsabilidade no que toca à estabilidade macroeconómica e crescimento que se pretende para o próximo ano no sector da economia. Para tal, os bancos deverão trabalhar na gestão do risco de liquidez ao nível das divisas, uma vez que as restrições ao nível de divisas têm impactado os agentes económicos, estando o sector bancário particularmente exposto.

De forma particular, os bancos com certeza irão quer manter os níveis de crescimento, com a adopção das melhores práticas de gestão, a fim da sua consolidação no mercado.

O Banco Angolano de Investimento (BAI), por exemplo, acaba de “recuperar” o controlo dos depósitos do mercado (foi líder em 2014), deixando para trás o concorrente BFA, e quer manter-se entre os principais operadores do sector financeiro em Angola, consolidando a liderança no segmento de empresas, mas mantendo o percurso de proximidade ao segmento de particulares.

O Banco BIC, por sua vez, tenciona continuar a ser parte activa no apoio aos diferentes sectores de actividade da economia nacional, crescendo juntamente com os seus clientes. O banco ambiciona também aumentar a quota de mercado, apostando na diversificação de produtos e serviços.
Já o Banco Millennium Atlântico tem como principais objectivos continuar a materializar as sinergias de negócio, com base nas quais foi assinada a proposta de fusão entre os accionistas, através do aumento da eficiência, da potencialização da escala actual e da capacidade de oferecer mais e melhores serviços e produtos às famílias e às empresas.

Portanto, os desafios do sector bancário são enormes para o ano que se avizinha, devendo o seu desempenho ser determinante para a o desenvolvimento económico do País.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.