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Na estrada, pelo seguro, sempre com seguro

01/11/2016 - 10:27, Opinião

Quando ando pelas estradas de Talatona, questiono-me porque é que existem acidentes ou carros batidos? Será nossa culpa, será culpa dos nossos carros, ou será culpa das estradas? E os seguros automóveis, para que servem?

Por Suzana Gouveia

Eu gosto de conduzir em Angola, tenho prazer a andar na estrada, e são algumas vezes que vejo situações que me levam a concluir que existem acidentes que se devem exclusivamente aos condutores. Porquê? Por vários motivos: não respeitamos as regras do Código da Estrada, falta de preparação para a condução nocturna devido ao cansaço, bem como ao excesso de consumo de bebidas alcoólicas, que reduzem a capacidade de reacção.

Também a ansiedade e o stress podem reduzir a atenção, a falta de previsibilidade, já para não falar na falta de civismo e de respeito pelo próximo nem no individualismo, que impede a preocupação com os demais condutores da via pública. Mas ao conduzir vejo mais… Ainda ontem, quando fui buscar os meus filhos à escola, ia um carro completamente aos esses, e o meu filho perguntou de imediato porque é que o carro não parava.

Então será que muitos acidentes não acontecem devido ao estado dos nossos carros? Travões, iluminação, pneus em mau estado, falta de manutenção, enfim, várias situações que podem provocar acidentes a qualquer hora e com consequências definitivas na vida de cada um de nós.

Finalmente, também vejo que nós devemos ter sempre em conta a falta de condições de algumas estradas. Buracos, sinalização vertical ou horizontal pouco visível, baixa iluminação das vias, pouco espaço para estacionamento fazendo com que as pessoas estacionem na rua colocando em perigo a si próprias e outros peões.

A verdade é que cada um de nós é responsável por mudarmos os nossos comportamentos quando conduzimos, reduzindo ao máximo os riscos na estrada, mas nem tudo podemos resolver. Então questiono-me: Será que devemos ter seguro automóvel só para apresentar à polícia? Claro que não! Devemos ter um seguro porque nos protege.

Um seguro automóvel cobre qualquer prejuízo que possamos causar aos outros, seja danos físicos em pessoas ou danos materiais, por exemplo nos carros. A isto se chama o Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel (SORCA), onde a sua contratação cumpre uma imposição legal, segundo o Decreto n.º 35/2009, de 11 de Agosto (Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel). A falta de seguro é punida por lei, e, em caso de acidente, o condutor do veículo será responsabilizado pelo pagamento de indemnizações aos lesados.

Há três meses, a minha empregada magoou-se no táxi. Primeiro deixou andar, depois foi ao médico e finalmente teve de tomar medicação. Como é óbvio, ajudei-a a pagar estas despesas, mas também lhe disse que o táxi deveria fazer uma participação de sinistro, ao abrigo do seu seguro automóvel, para lhe pagar todas das despesas. Ela referiu-me “Aqui a cultura de seguros é muito baixa”, mas contrapus que os seguros não servem só para pagarmos um prémio, mas também para resolverem os acidentes quando eles acontecem. Recentemente, foi lançado o Saham Ondjila, o seguro automóvel da Saham Angola Seguros.

Demos-lhe este nome, dado que na língua nacional umbundo significa caminho.

Queremos mostrar porque é tão preciso e útil o seguro automóvel. Os seguros ajudam as pessoas e as empresas a avaliar, a gerir e a reduzir os seus riscos. Beneficiam os tomadores de seguro ao dar-lhes um meio de transformar despesas relevantes e inesperadas em pagamentos menores nos prémios. Queremos que todos se sintam livres para avançar, sendo esta a nova filosofia da  Saham Angola Seguros.

Eu tive um chefe que nos falava sempre de resiliência, que é a capacidade que uma pessoa apresenta, após um momento mais difícil, de evoluir positivamente face às situações.
Dando um exemplo: após perder as pernas num acidente de carro, o meu amigo João, de outro continente, realiza palestras a adolescentes sobre os riscos que um pequeno descuido pode causar às pessoas, e isto é pura resiliência.

Gostava que nesta fase de oportunidade (para não falar no negativo da crise) todos fôssemos mais resilientes, que tivéssemos sempre o pensamento positivo, pois podemos encontrar sempre uma solução quando achamos que nada podemos fazer.

Devemos seguir sempre o exemplo das crianças, que são cada vez mais inovadoras, estão sempre à procura de soluções para brincar e adoram sorrir e ser felizes todos os dias. Eu com a idade dos meus filhos não tinha metade da energia que eles actualmente têm.

O último censo nacional diz que o número de pessoas com 5 anos ou mais (repito 5 anos), com acesso às tecnologias de informação e comunicação, representa 38% no uso do telemóvel, que no meu entender são dados fantásticos. Isto significa que o desafio das empresas nas redes sociais e na comunicação com os clientes é enorme.

A retenção e a fidelização de clientes é o factor-chave de sucesso de qualquer empresa, e cada um de nós pode fazer sempre mais. Por falar nisso, ontem, a Saham Angola Seguros passou a estar nas redes sociais, procurem-nos, que nos vão encontrar. Gostaria só de acrescentar as três grandes mensagens. Primeiro, todos somos responsáveis pelos acidentes nas nossas estradas e devemos contar com os seguros para reduzirmos os nossos custos na reparação dos carros.

Segundo, é nos momentos de crise que surgem as maiores oportunidades, assim deveremos estar todos atentos e disponíveis para contribuir para melhorarmos o cenário actual.
Finalmente, espero mesmo do fundo do coração que todos sejamos mais resilientes, que nunca nos falte o pensamento positivo para evoluirmos nos momentos mais difíceis. E agora, sim, só para terminar… Sinta-se livre para avançar.

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