Mercado

O dinheiro exige respeito

29/12/2016 - 13:29, Opinião

“Naquele Tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Um homem tinha dois filhos, e o mais jovem disse ao seu pai: «Pai, dá-me a parte da herança que me cabe.» E ele repartiu entre eles os seus bens.

Por Campos Vieira

E, passados alguns dias, o filho mais novo, reunindo tudo, partiu para uma terra distante e ali dissipou os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de gastar tudo, sobreveio uma grande fome àquela terra, e ele começou a sofrer necessidades. Foi, pois, e pôs-se a serviço de um dos cidadãos daquela a terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. E ele desejava encher o seu ventre das bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhas dava. Caindo em si, disse: «Quantos empregados do meu pai têm pão em abundância, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei e irei para meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus empregados».” (Lc15,11-32).

Esta parábola reflecte com clareza meridiana que, quando o dinheiro é tratado de uma forma negligente, indisciplinada, os resultados irão sempre rumo à dificuldade e privação, culminando na penúria.

Temos assistido a alguma falta de sobriedade e serenidade na forma como damos uso ao dinheiro. Onde se coloca em risco a prosperidade do amanhã, que vai desde a esfera pessoal, passando pela célula familiar até à organizacional.

Devemos ter em conta o factor poupança, não embarcar no mundo de gastos supérfluos, viagens sem sentido, roupas de elevado custo, viaturas de luxo sem necessidade prática, gastos desnecessários, a febre da moda das marcas caríssimas para inglês ver.

Embarcar num mundo de futilidade desencadeando uma vida faustosa para satisfação de egos desmesurados é um claro diagnóstico de doenças originadas pela pobreza de espírito.

O que acarreta custos às empresas, famílias, vendendo uma imagem de grandiosidade e sucesso, conduzindo para um caminho abismal que leva a uma falência moral e financeira.

Surpreendentemente, os mais ricos do mundo têm muito respeito pelo dinheiro, facto que os faz serem os mais ricos, pois pautam pelo sentido de poupança, organização e extrema disciplina.

Somos uma Nação muito jovem, com muito potencial que tem avançado paulatinamente rumo a uma economia de mercado.

Há que estarmos alinhados com as bases fundamentais para se estar numa sociedade com valores assentes no mérito e na capacidade de criação de valor.
Num ambiente que tem vindo a conhecer uma mutação de valores, o sentido de poupança, discrição e parcimónia nos gastos são valores basilares, que consubstanciam o “modus operandi”, de uma atitude de respeito, face ao dinheiro, com o objectivo de construir os pilares de uma nação onde as famílias e as organizações rumam ao progresso e à prosperidade

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