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Qualificar o futuro

21/02/2017 - 13:14, featured, Opinião

Com a conquista da independência, Angola teve de enfrentar, de imediato, todos os desafios de um país recém-nascido de um processo ruptura sacrificado, para autodeterminação.

Por Gildo Matias José

Entre os vários desafios, sublinho o facto de que o país não dispunha de quadros qualificados para materializar os legítimos desígnios do povo angolano, o de construir um país próspero, desenvolvido e progressista. É assim que a formação de quadros angolanos constituiu sempre um vade-mécum por parte do Estado angolano, tendo vindo por isso a merecer um resposta permanente ao longo destes anos — 1979 foi proclamado: o Ano da Formação de Quadros.
Apesar de estarmos a caminhar para o quadragésimo segundo aniversário de independência, a história dessa jovem nação foi marcada por um período consternado por uma guerra civil, durante quase três décadas. Nessa travessia no deserto, o país não deixou de implementar medidas de política para a formação de quadros angolanos, maiormente, com recurso à oferta formativa externa, sobre tudo a nível médio e superior.
O advento do fim da guerra civil representou para todos os angolanos uma nova esperança no futuro. O país provou, perante a África e o Mundo, a sua capacidade de resolução dos seus problemas, passando a inscrever uma nova quintessência na sua história.

A maior riqueza de Angola são os angolanos. É por isso que a aposta na qualificação dos angolanos é uma escolha patrioticamente assertada. O nosso processo de transformação estrutural, de modernização e desenvolvimento, só será efectivamente sustentável na medida em que o seu centro gravitacional for a valorização do Homem angolano. Esta valorização assenta, em primeiro lugar, na escolarização de todos os angolanos, que determina a base para a formação e qualificação profissional, técnica e académica dos nossos cidadãos, em domínios estratégicos que correspondam às necessidade de desenvolvimento do país.
Qualificar os angolanos passa por:

i) criar uma cadeia de valor pedagógica, isto é, ensinar a ensinar, e ensinar a ensinar a ensinar, em todos os níveis;

ii) qualificação de aprendizagens: continuar a promover a democratização do acesso ao ensino a todos os níveis, com prioridade para a formação técnica e profissional em domínios estratégicos, com qualidade;

iii) investir em ciência, tecnologia e I&D;

iv) promover a apropriação social do conhecimento.

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