Mercado

Vendas no séc. XXI (II Parte)

23/11/2017 - 10:55, Opinião

O e-mailé um dos canais de marketing mais eficazes em termos de ROI

Kamia Vasconcelos
Licenciada em Política e Gestão

A venda é, desde os tempos mais remotos, a parte fundamental de qualquer negócio e também parte da vida quotidiana. Poderia mesmo afirmar-se que o ser humano está constantemente, de forma consciente ou não, em processo de venda, seja de uma ideia, de um produto, serviço ou simplesmente de um ponto de vista.

A  execução  de  qualquer  negócio  foi  sempre  considerada uma tarefa complexa, mas, no século XXI, é irrefutavelmente mais difícil. Seja qual for a linha de negócio em que se esteja, a probabilidade de existirem muitas outras empresas a oferecer exactamente o mesmo produto ou serviço é extremamente alta.

Actualmente, para gerir um negócio que se pretenda activo e atractivo, é obrigatória a existência de um web site da marca que possa ser facilmente encontrado pelos clientes. A maioria das pessoas que procura por um produto ou serviço específico inicia o processo num mecanismo de pesquisa como o Google, ou o Yahoo!, e o uso do Search Engine Optimization(SEO– Ver artigo anterior Vendas no Séc. XXI – I Parte) é a maneira mais eficaz de aumentar as chances de se ser encontrado online.

No entanto, estes passos são apenas os primeiros dos que ainda se seguem na senda da optimização do uso das plataformas de marketing digital e do uso das redes sociais, como meios de divulgação e propagação de produtos ou serviços.

As plataformas online e as redes sociais

Não se pode negar a disrupção que as plataformas de venda onlinee as redes sociais causaram ao modo como as vendas eram tradicionalmente feitas. Como exemplo, a Amazon, empresa de comércio online, transferiu inicialmente para o mercado dos livros a lógica usada no negócio dos supermercados, que tem base na negociação de grandes quantidades de produto a baixo preço e na venda de produtos por exposição, neste caso, na sua página online, permanentemente acessível ao consumidor. Com isso, a Amazon acabou com o negócio das livrarias como existia até então, transformando o livro numa mercadoria sem valor  acrescentado,  criando subsequentemente a necessidade de unificação das pequena livrarias, quase transformaram depois em grupos cada vez maiores e menos diferenciados, de modo a poderem competir com este gigante Online em constante expansão. Entretanto, a expansão da Amazon tem alastrado para os restantes mercados dos mais diversos tipos de produtos, fazendo hoje em dia concorrência a comerciantes de roupa, produtos electrónicos, brinquedos, utensílios domésticos e por aí adiante, sem limite aparente daquilo que poderá vir a oferecer. Em paralelo, a Amazon tem vindo a usar a página do se site como base de anúncio para os seus próprios produtos, recorrendo ao registo das buscas dos seus
clientes, para voltar a sugerir-lhes os mesmos produtos, ou outros similares, que os seus softwaresreconheçam como sendo de potencial interesse para dado cliente.

Esta vigilância dos hábitos do consumidor expandiu-se, entretanto, para outras plataformas mais abrangentes e próximas do consumidor: as redes sociais. Aí, os
usuários visitam páginas, fazem likes, usam palavras chave, partilham eventos ou informações que ficam gravados nos servidores dessa rede. Assim, uma rede social como o Facebook passa a conhecer as preferências do cliente e pode partilha-las com uma Amazon e vice-versa. Quantas vezes não fizeram uma busca de um produto numa página, para ela depois lhe ser sugerida, horas ou dias depois, numa outra página?

Um dos grandes benefícios de redes sociais como o Facebook, LinkedIn ou Twitter, entre outras, é a capacidade que têm de ajudar as equipas de vendas a estabelecer conexões primárias através de conexões secundárias. Mas o poder das redes sociais vai muito para além do seu alcance orgânico.

As plataformas pagas podem efectivamente colocar uma marca à frente de grandes grupos de usuários activos, que de outra forma seriam impossíveis de alcançar. As principais redes sociais possuem tanta informação sobre os seus usuários que pode tornar a segmentação extremamente eficaz ao ponto de ser personalizada. Quase um reflexo do próprio consumidor. Hoje em dia, as redes sociais estão no topo da lista quando se pensa em marketing digital, e ter por exemplo uma página no Facebook é uma das maneiras mais rápidas, baratas e fáceis de comercializar qualquer negócio. Com o número de horas que as pessoas passam conectadas às redes sociais, usá-las como meio de divulgação é a maneira mais eficaz de dar a conhecer produtos e serviços aos clientes, mesmo quando eles não estiverem em processo de busca activa.

E-mail marketing

Partindo do princípio de que o primeiro e-mail foi enviado em 1971, é estranho pensar em quão grande parte ele ainda desempenha no marketing digital em geral, quando comparado com as mais recentes e potentes redes sociais.

Apesar de considerado old-school, o e-mail é facilmente um dos canais de marketing mais eficazes em termos de ROI(retorno do investimento).

O marketing por email cresceu inegavelmente para além das famigeradas mensagens despam estereotipados enviadas para uma lista genérica de milhares de pessoas.

As empresas de e-mail marketing de hoje enviam o conteúdo de marketing para uma lista de clientes criada com base em critérios determinados e que se encaixam em mercados-alvo específicos. O uso do e-mail como ferramenta do marketing continua a crescer, aproximadamente, 4% por ano e não há sinais de mudanças para breve.

É importante ter em mente que o público-alvo acede constantemente a redes sociais, clica em links, lê blogs, assiste a vídeos, ouve podcast se partilha conteúdo com amigos.

Se uma determinada empresa não estiver disponível por acesso online e pela via tradicional quando potenciais clientes se encontrarem prontos para efectuar a compra, convém ter em mente que alguma outra empresa da concorrência certamente estará.

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