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Angola termina mandato na presidência do Caucus Africano

10/10/2015 - 18:07, Uncategorized

O ministro das Finanças, Armando Manuel, terminou o seu mandato como presidente do Caucus Africano, o Grupo Africano de Governadores do Grupo Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional criado em 1963 com o objectivo de fortalecer a voz dos Governadores do Continente Africano em relação às questões importantes de desenvolvimento socioeconómico da Região Africana, […]

O ministro das Finanças, Armando Manuel, terminou o seu mandato como presidente do Caucus Africano, o Grupo Africano de Governadores do Grupo Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional criado em 1963 com o objectivo de fortalecer a voz dos Governadores do Continente Africano em relação às questões importantes de desenvolvimento socioeconómico da Região Africana, dentro dos órgãos das instituições de Bretton Woods.

A passagem de pastas ao Benin ocorreu no final desta semana em Lima, capital do Peru, durante uma reunião preparatória e de concertação dos encontros com a liderança do Banco Mundial e FMI, refere uma nota emitida pela assessoria de imprensa do Ministério das Finanças.

Na ocasião, Armando Manuel reafirmou a necessidade de uma cooperação e concertação dos países africanos para fazer face aos desafios actuais do continente, como a pobreza endémica, o fornecimento limitado de infra-estruturas socioeconómicas, níveis inadequados de desenvolvimento do capital humano, instituições frágeis e crescente desemprego, em particular entre os jovens.

“Temos de continuar juntos nos nossos incansáveis esforços ​​para melhorar a nossa visão comum e moldar as nossas instituições políticas e económicas no sentido de alcançar um desenvolvimento económico sustentável e partilhar a prosperidade para todos”, disse o governante, segundo a nota.

Os governadores do Caucus Africano foram unânimes em reconhecer que o balanço da presidência de Angola foi positivo, ainda de acordo com a nota, uma vez que implementou uma nova dinâmica à organização, arrebatou atenções e os resultados desta actuação são visíveis como o aumento de responsáveis africanos na mais alta liderança do Banco Mundial.

Após receber simbolicamente a pasta, com os principais dossiês da organização, o governador do Banco Central regional para o Benin, em nome do ministro das Finanças daquele país da região ocidental de África, considerou que « Angola fez um mandato auspicioso e o nosso vai constituir-se na continuidade do trabalho realizado», disse.

Nos termos das regras da organização, o ministro das Finanças, por Angola, vai presidir as duas últimas reuniões de domingo, amanhã (11), com o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e com a directora-geral do FMI, Christine Lagarde. Neste sentido, o Benin assumirá a presidência somente após o fim das reuniões de Lima.

Refira-se também que durante esta reunião de Lima, o governador do Banco Nacional de Angola, José Pedro de Morais, por Angola, presidiu aos trabalhos do MEFMI, instituto panafricano que tem vindo a trabalhar com os Estados membros no reforço das capacidades de gestão da política macroeconómica.

A gestão macroeconómica tem sido crucial no momento actual da baixa no preço das principais matérias primas de exportação, o que tem colocado muitos países perante restrições de cambiais, desaceleração dos níveis de crescimento, ajustamentos cambiais e relativo aquecimento dos preços domésticos, com crescimento das taxas de inflação.

 

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