Mercado

“As coisas se tornaram muito práticas para quem queira investir”

25/10/2015 - 13:03, Uncategorized

O CEO do Grupo Arena, Bruno Albernaz, organizadora da 13ª edição da feira Projekta, em parceria com a FIL, fala ao Mercado sobre as expectativas do evento que encerra hoje, domingo, destacando o investimentos privado, as parcerias possíveis para aumento da produção nacional. Que expectativas tem para este evento? As expectativas são boas. Primeiro, que as empresas […]

O CEO do Grupo Arena, Bruno Albernaz, organizadora da 13ª edição da feira Projekta, em parceria com a FIL, fala ao Mercado sobre as expectativas do evento que encerra hoje, domingo, destacando o investimentos privado, as parcerias possíveis para aumento da produção nacional.

Que expectativas tem para este evento?

As expectativas são boas. Primeiro, que as empresas internacionais consigam estabelecer as parcerias que pretendem com os empresários locais e, principalmente, que se consiga fazer investimento. Ainda mais agora, com a nova lei de investimento (Lei do Investimento Privado, aprovada em Agosto deste ano), acho que as coisas se tornaram muito mais práticas e muito mais fáceis para quem queira investir.

Essa questão é relativamente polémica, há várias interpretações da lei. No seu entendimento, está tudo mais agilizado?

A lei é nova, e o nosso entendimento é este. Nós achamos que, para já, e em termos de valores de investimento, não tem nada que ver com os valores outrora falados, são valores muito mais acessíveis. A lei é muito nova, mas, pela interpretação que nós temos dela, achamos que é um veículo de descomplicação, não complica. E continuar a fazer estes eventos é mesmo para que as coisas não parem.

Mas vemos poucas empresas de produção nacional, esse é um caminho mais lento…

O caminho é, nós agora acordamos. Porque era muito mais fácil fazer um sócio no Google, identificar um fornecedor e mandar pagar. E as coisas aconteciam. Muitas das coisas também, verdade seja dita, ao abrigo destes investimentos, destas linhas de investimento desses países, muitos materiais já vinham adquiridos. E preferencialmente dos países de que eram originários esses investimentos. Havendo uma oferta aqui no mercado, e se tivesse existido esta preocupação antigamente, hoje em dia se calhar estes produtos já estavam mais consolidados e se calhar não andávamos aqui a correr e querer fazer indústrias…

A recuperar tempo?

Sim, a recuperar tempo.

E a produção nacional já tem uma qualidade e um preço razoáveis, competitivos?

Não. Ainda não. Aqui há um gap de uma série de coisas. Embora Angola tenha recursos naturais, há aqui uma quantidade de matéria-prima à disposição de todos, e que nós conseguimos identificar. Hoje em dia há no mercado… vamos falar no caso da cerâmica, por exemplo, há mercados na Europa e fora da Europa mais competitivos, mais estabelecidos e amadurecidos que sabem melhor do pormenor do negócio, ao ínfimo de detalhe.

Mas, como homem do sector, vale a pena insistir?

Temos é de insistir!Senão, perde-se tudo. Temos de diversificar, de encontrar soluções, temos de arrancar.

Este sector…
É um sector fulcral.

Por: Líria Jerusa (texto), Njoi Fontes (fotografia)

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