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Banco Mundial reitera apoio à gestão da dívida soberana

06/10/2015 - 22:18, Uncategorized

O Banco Mundial reiterou disponibilidade para apoiar a formação e treinamento de quadros do Banco Nacional de Angola em termos de gestão das Reservas Internacionais Liquidas e de quadros do Ministério das Finanças às melhores práticas de condução de uma estratégia de gestão da divida soberana, segundo uma nota do Ministério das Finanças. A instituição […]

O Banco Mundial reiterou disponibilidade para apoiar a formação e treinamento de quadros do Banco Nacional de Angola em termos de gestão das Reservas Internacionais Liquidas e de quadros do Ministério das Finanças às melhores práticas de condução de uma estratégia de gestão da divida soberana, segundo uma nota do Ministério das Finanças.

A instituição de Bretton Woods reafirmou apoio ao País ontem, em Lima, capital do Peru, através da vice-presidente para área do Tesouro do Banco Mundial, Arunma Oteh, na reunião anual do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

Pela parte angolana estiveram na reunião o ministro das Finanças, Armando Manuel, o governador do Banco Nacional de Angola, José Pedro de Morais, e o secretário de Estado do Tesouro, Leonel Silva, para além de alguns directores nacionais, bem como a directora-executiva da 25ª Constituência para África junto do Banco Mundial, Ana Dias Lourenço.

O Ministério das Finanças concluiu, recentemente, uma negociação com o Banco Mundial, considerada satisfatória, por ter desembolsado menos de 500 milhões USD, em Setembro último, estando agora a negociar os termos de uma garantia para permitir alavancar fundos comerciais externos.

Por esta razão, refere a nota, Arunma Oteh enfatizou o trabalho conjunto em numerosos projectos, particularmente com os países exportadores de petróleo e de outras commodities cujos preços registaram queda nos mercados internacionais, com impacto directo nas metas de crescimento económico.

A vice-presidente para área do Tesouro manifestou o interesse do Banco Mundial em “apoiar a aceleração da diversificação económica”.

Durante o encontro, o ministro Armando Manuel e o governador José Pedro de Morais prestaram alguns esclarecimentos relativamente às opções de política fiscal, monetária e cambial em curso para mitigar os efeitos decorrentes da baixa do preço do petróleo, da receita fiscal e do nível de oferta de cambais, estabelecendo um novo nível e prioridades para o acesso de cambiais, assim como um novo piso da despesa pública.

O ministro das Finanças afirmou, quando indagado sobre o rating do País, que apesar da agência de rating Fitch ter ajustado o rating de Angola, para B+, devido aos factores acima mencionados, a mesma manteve o perfil “estável”, fruto da solidez das medidas de política económica que vêm sendo adoptadas para mitigar os efeitos associados da baixa do preço do petróleo.

Armando Manuel partilhou ainda a estratégia de financiamento em curso, tendo destacado que, para além do acesso a fundos externos, o pelouro das Finanças lançou uma captação de fundos no mercado doméstico mediante a emissão de obrigações do tesouro em moeda externa, constituindo-se num instrumento complementar à perspectiva de emissão futura dos títulos de divida soberana no mercado Internacional.

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