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BIC Seguros obtém mais 2 mil milhões Kz em prémios brutos emitidos

09/02/2017 - 09:00, Banca, featured, Uncategorized

O facto resulta do aumento da percepção da importância dos seguros na sociedade, que têm vindo a crescer, e do desenvolvimento do ramo não-vida.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

O BIC Seguros ultrapassou, em 2016, a barreira dos 2 mil milhões Kz de prémios brutos emitidos, o que representa um crescimento global na ordem dos 72,5% face a 2015, anunciou em exclusivo ao Mercado a CEO da companhia, Fátima Monteiro.

No entanto, a responsável destaca que o BIC Seguros teve um crescimento de 106,1%, em 2016, nos ramos não-vida, comparativamente a 2015, o que reflecte a evolução e, sobretudo, a afirmação da seguradora no mercado nacional.

Segundo nota, os segmentos que apresentaram maior crescimento neste ramo foram os produtos ligados aos seguros obrigatórios, nomeadamente o automóvel e de acidentes de trabalho.

“O facto resulta sobretudo do aumento da compreensão da importância dos seguros na sociedade, que felizmente têm vindo a crescer ano após ano”, disse. Trata-se, prossegue, de um indicador bastante positivo, tendo em conta a contribuição inestimável de um sector segurador forte para qualquer economia.
De resto, Fátima Monteiro destaca que, no caso específico do BIC Seguros, todos os ramos não-vida apresentam taxas de crescimento bastante positivas face ao período homólogo.

Porém, relativamente ao ramo vida, que é bastante dependente do rendimento disponível das famílias e das empresas, assim como do crédito concedido, verificou-se um decréscimo, em 2016, de cerca de 35%, face ao período homólogo.

O facto, conforme aponta, foi influenciado, sobretudo, pelos factores económicos ainda vigentes no País, resultante da queda do preço barril do petróleo no mercado internacional.
Ainda assim, Fátima Monteiro afirma que, apesar de 2016 ter sido um ano particularmente difícil, em termos económicos, para todos os sectores, o balanço que faz da actividade do BIC Seguros é bastante positivo.

A convicção é resultado do trabalho, e sobretudo da confiança depositada nos produtos e serviços da companhia pelos clientes, tendo a seguradora, como afirma, terminado o ano acima das expectativas em todos os indicadores.

“A título de exemplo, os ramos mais representativos da nossa carteira atingiram taxas de crescimento, face a 2015, superiores a 100%, como referido acima, o que ilustra a confiança e a fidelização dos actuais clientes no Grupo BIC ou da aposta dos novos clientes nos nossos serviços”, disse.

Constrangimentos

De acordo com a CEO, os constrangimentos e a situação gerada pela actual situação económica do País acabaram igualmente por trazer benefícios bastante aliciantes para o sector. “As dificuldades da envolvente externa obrigam-nos a ser cada vez melhores, mais exigentes e mais rigorosos com o trabalho”, declara.

Como explica, prefere acreditar que a actual situação económica venha trazer mais oportunidades que constrangimentos. Lembra que, quando os accionistas decidiram iniciar com a operação do BIC Seguros, já o País se encontrava numa fase de desaceleração económica, e por isso se tinha plena consciência do desafio.

Fátima Monteiro esclarece, no entanto, que hoje os números demonstram que foi uma aposta positiva, comprovada pelos níveis de crescimento alcançados e pela percepção positiva que o mercado já tem do BIC Seguros.

“Obviamente que, dada a actual conjuntura, tanto a nível empresarial como das famílias, existe uma menor capacidade financeira para o investimento, o que se traduz, necessariamente, em menor procura dos produtos disponibilizados pelas seguradoras”, estima.
A CEO Fátima Monteiro completa, dizendo que este ciclo vai providenciar um mercado mais robusto e mais bem preparado para o futuro. Regra geral, adiciona, se olharmos para a História, os ciclos de menor crescimento económico permitem, sobretudo às organizações e sociedade em geral, criar valor em áreas e aspectos que em tempos de bonança acabam por ser negligenciados.

Escassez de divisas

Esclarece também que o assunto referente à escassez de divisas para que a seguradora cumpra com os compromissos em relação ao resseguro tem vindo a merecer muita atenção por parte de todo o sector, visto existir, como em todos os países, riscos que necessitam de ser ressegurados com parceiros internacionais, com vista a uma gestão saudável, não comprometendo a solvência das seguradoras.

“Julgamos que as nossas dificuldades são proporcionais ao sector de modo geral. Neste campo existe um elemento crucial e que pauta as relações actuais e futuras entre a seguradora e o seu painel de resseguradores, que é a confiança”, afirma.

Esta confiança, à qual estão subjacentes inúmeros factores, como, por exemplo, transparência, rigor na subscrição, competências dos quadros, permite, assegura a responsável, gerir as dificuldades actuais com alguma serenidade.

Frisa igualmente que a companhia está atenta às movimentações no sector e disponível para acompanhar o aumento do risco retido no País, o que diminuiria, de certa forma, o recurso aos mercados internacionais e por conseguinte a necessidade de divisas.

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