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Carteira de crédito recuou no 2.º trimestre no ano

16/12/2015 - 20:28, Uncategorized

O BPC detém 34,5% da carteira de crédito até ao terceiro trimestre deste ano e lidera o ranking num universo de 17 bancos analisados pelo jornal Mercado, com excepção dos bancos Sol, BANC, Kwanza Invest, Standard Chartered e BAI Micro Finanças. Oito dos dezassete bancos analisados pelo Jornal Mercado apresentaram um decréscimo na carteira de crédito […]

O BPC detém 34,5% da carteira de crédito até ao terceiro trimestre deste ano e lidera o ranking num universo de 17 bancos analisados pelo jornal Mercado, com excepção dos bancos Sol, BANC, Kwanza Invest, Standard Chartered e BAI Micro Finanças.

Oito dos dezassete bancos analisados pelo Jornal Mercado apresentaram um decréscimo na carteira de crédito (ver quadro na edição impressa desta semana, já nas bancas), referente ao segundo trimestre de 2015, comparativamente ao primeiro, tendo estes registado ligeiro crescimento para o terceiro. Dos oito bancos com variação negativa na carteira de crédito no primeiro trimestre de 2015, quatro são os de maior cotação no sector bancário nacional (BPC, BFA, BIC e BAI).

A quebra conjunta destes bancos representou 30,7% do total. Os bancos Millennium Angola (BMA), Caixa Geral Totta de Angola (BCGTA), Comércio e Indústria (BCI) e Standard Bank Angola (SBA) são os bancos intermédios que no período em análise também registaram flutuação decrescente no item ora observado.

De forma isolada, avaliando cada banco, o BIC recuou 0,9%; o BPC, 1,4%; BAI, 9,3%; BMA, 0,2%; SBA, 2,5%; BCI, 6,3%, ao passo que o BCGTA registou redução no crédito em 13,2%. Mas naquele período foi o BFA que assinalou o maior decréscimo, com 19,1%.

O sector intermédio da banca também teve variação semelhante à verificada na primeira linha, mas foi nesta classe que se registou um movimento regressivo na carteira de crédito. O Standard Bank Angola pode ser tomado como exemplo. Naquele banco, o crédito acumulado decresceu 2,6% no segundo trimestre, comparativamente ao primeiro, e 0,7% no terceiro, face ao segundo. Como se pode observar, dos cálculos efectuados pelo Mercado, houve uma variação regressiva.

O Banco Millennium Angola (BMA) detém a maior carteira de crédito, comparado com os outros bancos, na linha intermédia, mas registou um decréscimo de 0,15%, no segundo trimestre, face ao primeiro, tendo recuperado 5% no terceiro. A redução da carteira de crédito, com forte impacto nos quatro bancos, foi compensada pelo integrante do Big FiveBanco Privado Atlântico e pelos “pequenos” bancos, ou seja, os que não integram os cinco maiores do mercado.

O terceiro trimestre marcou a recuperação do volume de crédito dos quatro bancos (BPC, BFA, BIC e BAI) e o contínuo crescimento dos demais (ver tabela abaixo), um fenómeno que influenciou na alavancagem da carteira. A margem de crescimento do volume de crédito do banco Atlântico no terceiro trimestre, em relação ao segundo, foi de aproximadamente 7,8% (16,6 mil milhões Kz) e 0,8%
(1,7 mil milhões Kz) do primeiro para o segundo.

O BPC registou a maior carteira neste período, mas a margem de progressão do segundo para o terceiro foi de 1,01% (8,7 mil milhões Kz). O Banco Privado Atlântico (BPA) também se situou entre as instituições bancárias com a maior carteira de crédito nos três primeiros trimestres de 2015. Teve uma margem progressiva durante o exercício financeiro em análise, e do ponto de vista das oscilações esteve melhor,comparativamente ao grupo de quatro bancos supracitados.

Aquele banco teve uma participação de aproximadamente 9,2% (231,1 mil milhões Kz) da carteira total (2,5 biliões Kz). Desta forma, é o quinto maior banco, relativamente ao crédito acumulado, neste período financeiro em que se verificou o decréscimo do volume no segundo trimestre, situação considerada normal por especialistas do BFA.

Evolução positiva teve o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), que registou um comportamento progressivo durante as três etapas. O mesmo registo tiveram BNI, VTB África, Finibanco, Valore Keve. O Banco Caixa Geral Totta de Angola e o Comercial do Huambo tiveram um decréscimo no segundo trimestre, tendo recuperado no terceiro, mas aquém do primeiro trimestre. Variação irregular teve o Banco Comercial Angolano, que cresceu no segundo trimestre e caiu no terceiro, como se pode observar no quadro abaixo.

A carteira de crédito de 17 bancos analisados pelo jornal Mercado ficou avaliada em 2,5 biliões Kz (18,7 mil milhões USD) até ao terceiro trimestre do ano corrente, um rankingonde o Banco de Poupança e Crédito (BPC) assume a liderança, com 34,5% do total (867,6 mil milhões Kz). Os bancos Sol, BANC, Kwanza Invest, Standard Chartered e BAI Micro Finanças não foram analisados pelo Mercado, devido a indisponibilidade de informação financeira dos primeiro, segundo e terceiro trimestres do ano corrente.

Por: Fernando Baxi

Email: fernando.baxi@mediarumo.co.ao

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