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Caucus Africano reúne alta finança em Luanda

10/09/2015 - 14:45, Business, Sustentabilidade, Uncategorized

O encontro terminou com uma declaração conjunta de intenções em nome de um desenvolvimento sustentável.

1. Ministros das Finanças, governadores e representantes dos principais bancos centrais africanos
2. Vice-Presidente da República, Manuel Vicente
3. Manuel Vicente, Thabo Mbeki, ex-presidente da África do Sul, e a directora executiva do Banco Mundial para África, Ana Dias Lourenço
4. Director do FMI, David Robinson

Por Agostinho Rodrigues | Fotografia Njoi Fontes

Os governadores africanos do FMI e do Grupo Banco Mundial emitiram uma declaração conjunta sobre as discussões mantidas em Luanda, na última semana, quanto às formas e meios através dos quais as duas instituições que representam podem apoiar as necessidades dos países-membros no que toca aos desafios de financiamento para o desenvolvimento sustentável. Paralelamente, a declaração espelha sobre a necessidade do combate à evasão fiscal e eliminação dos fluxos financeiros ilícitos saídos de África anualmente – actualmente rondam aos 50 mil milhões USD –, sobre investimentos na transformação e diversificação económica, financiar projectos transformadores regionais de infra-estruturas e reforçar a voz e a representação de África junto das instituições de Bretton Woods. Contudo, os governadores estão cientes de que as perspectivas de mercados financeiros mundiais, cada vez mais crescentes, demonstram que será difícil encontrar recursos para financiar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável do continente e que sem financiamentos e políticas adequadas não se poderá alcançar as ambições definidas do Caucus 2015. Entre soluções definidas, constam parcerias público-privadas, a melhoria do ambiente de negócios e a reestruturação da dívida soberana, uma forma de incentivar mudanças nos padrões de financiamento. O vice-presidente da República, Manuel Vicente, disse no evento que “temos de reconhecer que este evento ocorre num momento de elevada turbulência e instabilidade da economia mundial, que impõe que se reforcem o diálogo e a concertação entre os principais responsáveis políticos e técnicos dos sectores financeiro e monetário dos nossos países”.

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