Mercado

Grupo Quadrante reforça presença no mercado até ao final do ano

03/04/2017 - 10:47, Business, featured, Uncategorized

O grupo definiu o plano estratégico para o quadriénio 2016/2020, que passa por crescer em África e na América Latina.

Por André Samuel 

andre.samuel@mediarumo.co.ao 

O grupo de consultoria de engenharia Quadrante pretende reforçar a actuação no mercado angolano com a ampliação do escritório local, capacitação e formação de engenheiros angolanos recrutados internamente ou em Portugal. A informação foi avançada pelo CEO do grupo, Nuno Costa.

A actual conjuntura económica não representa para o grupo um factor de aversão, antes porém, como explica Nuno Costa, faz parte do “ADN” do grupo ousar e investir apesar das adversidades.

Ademais, em finais de 2015, o grupo definiu o plano estratégico para o quadriénio 2016/2020, que passa por crescer em África e na América Latina, bem como ter a primeira presença no Reino Unido e em França.

A expectativa da Quadrante passa por uma facturação, no fim deste período, de 20 milhões EUR, sendo que África representará nesta altura cerca de 35% do volume de negócios do grupo. Actualmente, possuem escritórios em países como Angola, Moçambique, Argélia e Gana, que prestam serviços a países ao redor destes.

Para Nuno Costa, o interesse em alargar o negócio no continente justifica-se pelo facto de haver oportunidades de desenvolvimento de grandes infra-estruturas e de melhoria de vida das populações. “A nossa visão é de negócio de melhoria do bem-estar das populações, porque de facto é disso que se trata. Quando fazemos um sistema de abastecimento de água em zonas onde há carência do produto, o impacto é impressionante, melhora a qualidade de vida das pessoas e aumenta a esperança de vida.”

No País, a carteira de cliente da empresa é diversificada, como aponta o CEO, mas os principais projectos são para o Governo, financiados pelo Banco Mundial, representam 60% do volume de negócio.

Projectos em curso

Actualmente, o grupo é responsável por desenvolver projectos como os planos de bacia dos rios Zambeze, Kwanza, Dande e Bengo. Os planos de ordenamentos auxiliam o Governo a planificar melhor a utilização dos recursos hídricos, a definir zonas de captação de água, de rega, de pesca, de implementação de barragens, bem como as medidas e contramedidas para evitar a poluição destas bacias enquanto sustento de diversas comunidades. O grupo foi responsável pela avaliação estratégica para o projecto de construção de um milhão de casas no País. Desenvolveu o estudo sobre o impacto da mesma na actividade económica e no meio ambiente.

“Portanto, foi no fundo toda a parte estratégica para depois decidir onde fazer as casas, como se faziam, qual era o impacto disto na vida das pessoas e na economia”, aclara. “Isto foi também um trabalho muito interessante, mas temos feito também muitos trabalhos para empresas privadas, temos feito muito estudo de impacto ambiental para unidades industriais, por exemplo, Nova Cimangola e Refriango.”

Foram também responsáveis, em parceria com uma empresa local, pela concepção dos projectos de todos os supermercados Maxi.
Sobre o grupo de consultoria em engenharia Quadrante
O grupo presta serviços de engenharia criativa e de alto valor nas áreas de edifícios, transportes, indústria & energia, água utilitária e ambiente, globalmente.

A proposta de valor do grupo é a prestação de serviços de engenharia para infra-estruturas altamente complexas, multidisciplinares, localizadas em qualquer parte do mundo e onde a flexibilidade, a adaptabilidade às condições e a rapidez de entrega são factores relevantes.
Criada em 1998, a empresa realiza a primeira aquisição 12 anos depois, em 2010, com a compra da Infraconsult, que permitiu à Quadrante operar no mercado das vias de comunicação. Nesta data, a facturação da empresa estava 90% concentrada em Portugal e os restantes 10% noutros mercados. “Nós aproveitámos o momento em que começou a haver muitos trabalhos de estradas em Portugal. Esta aquisição permitiu-nos entrar nisso. Crescemos, na altura, cerca de 4 milhões EUR de facturação, para 7, em dois anos.

E, portanto, foi um momento bastante bom. Depois com a crise, em 2010, as nossas vendas caíram.”

Dois anos mais tarde, realizam uma nova aquisição que permitiu a entrada no mercado do ambiente e infra-estruturas metálicas, nos sistemas de abastecimento de água, engrenagem, barragem e outros.

“Em 2012, adquirimos a Procesl, e juntámos as linhas de ambiente e hidráulica ao nosso negócio, e foi neste momento que a Quadrante começou a internacionalizar-se a sério. Essa foi uma aquisição bastante importante. Na altura, em Portugal, estávamos num momento de crise, bastante profunda. Portanto, foi um movimento que não era esperado.”

Com a aquisição da Procesl, o grupo passou para uma facturação de 8 milhões EUR e tem vindo a crescer desde então. Na altura, Angola tinha um peso na Quadrante de cerca de 10% do volume de negócios, mas na Procesl um peso bastante maior, cerca de 30% a 40%.

“Quando fizemos a aquisição da Procesl, o mercado angolano tomou uma importância muito maior do que tínhamos antes. Justamente porque em Angola a Procesl tinha um foco muito grande, que continua a ter, na área das infra-estruturas, hidráulica e meio ambiente.”

Recentemente, em Novembro de 2016, adquiriram mais uma portuguesa de referência no sector das estradas, denominada Viaponte, que, segundo o CEO, posiciona a Quadrante como o maior grupo de engenharia de capital português.

“Os outros grupos que existem em Portugal têm capital que não é português. Somos os únicos que ainda retêm 100% do capital”, defende.

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