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Millennium Atlântico desperta a banca para a consolidação

13/10/2015 - 02:44, Uncategorized

Está dado o primeiro passo para o movimento de fusões e aquisições que há muito se antecipa no sector da banca nacional, e os pioneiros foram Millennium Angola e o Atlântico. Seguir-se-ão outros? Como acontece na Bolsa de Nova Iorque, ouviu-se o som ‘Closing Bell’ a sinalizar uma nova era de fusões e aquisições na […]

Está dado o primeiro passo para o movimento de fusões e aquisições que há muito se antecipa no sector da banca nacional, e os pioneiros foram Millennium Angola e o Atlântico. Seguir-se-ão outros?

Como acontece na Bolsa de Nova Iorque, ouviu-se o som ‘Closing Bell’ a sinalizar uma nova era de fusões e aquisições na banca nacional. O Banco Millennium Angola e o Atlântico tocaram o sino da fusão e, agora, juntos, tornaram-se no segundo maior banco privado de Angola.

Entre 1870 e 1903, a Bolsa de Nova Iorque (NYSE) usava um gongo. Depois foi substituído pelo ‘Closing Bell’, que após 1995 passou a ser tocado não só para fechar a sessão da bolsa mas também para anunciar algo de relevante no mercado financeiro, como, por exemplo, a entrada de uma nova empresa cotada em bolsa ou de um grande negócio. O anúncio da fusão entre os dois bancos angolanos aconteceu, precisamente, após a hora do fecho das bolsas, na passada quinta-feira.

Para o País, esta operação simboliza o primeiro passo de uma nova era de consolidação no sector da banca, onde há muito se anuncia a necessidade de fusões e aquisições, tendo em conta a proliferação de instituições que aconteceu, sobretudo, ao longo dos últimos anos. Só durante a última década foram criadas mais de dez instituições financeiras com actividade comercial, e ao longo dos últimos dez anos o sector financeiro foi um dos motores do progresso e um pilar da economia nacional.

O cumprimento da regulamentação europeia, associada à necessidade de crescimento e ao fim das negociações para uma fusão entre o banco russo VTB e o Atlântico, terá acelerado a criação deste novo banco angolano, consideram todos os analistas e banqueiros contactados pelo jornal Mercado.

Para o Atlântico, ganhar quota em Angola tem sido uma meta anual e, sem contar com o VTB, o banco liderado por Carlos Silva “optou por alavancar agora a sua operação com o Millennium Angola, vendo neste uma plataforma para crescer do segmento private para a banca de retalho”, afirma o responsável do banco Carregosa. E recorda o nascimento do BPI, “que na sua génese era um banco de investimento e só depois, com as aquisições que fez com o Banco Fonsecas & Burnay e o Banco de Fomento e Exterior (ver caixa no jornal impresso, desta terça-feira, 13), se transformou num banco com uma operação mais comercial”.

Um dossiê recheado de informação sobre a fusão em causa, com exemplos de fusões e aquisições que marcaram a alta finança mundial, desde as aquisições do BCP e do BPI, a expansão mundial do Santander, as fusões e aquisições de 35 bancos que hoje são o Big Four da banca norte-americana, o falhanço da compra do ABN-AMRO.

O Millennium e o Atlântico, com a fusão, complementam-se quanto às áreas de negócio onde actuam. O Atlântico é um banco focado nos segmentos private, corporate e affluent e o Millennium Angola nos segmentos empresas, negócios e mass market.

Leia na íntegra o dossiê da fusão entre o Banco Privado Atlântico e o Banco Millennium Angola na edição desta terça-feira, 13, do jornal Mercado, já nas bancas, com um jornalismo de profundidade, do detalhe ao pormenor.

Por: Rosália Amorim

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