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QUE BALANÇO DE 2015? QUE ORÇAMENTO PARA 2016?

16/12/2015 - 20:29, Uncategorized

“Não existem países subdesenvolvidos. Existem países subadministrados.” Peter Drucker Esta é a altura em que se fazem as contas finais do presente exercício económico e se traçam as últimas perspectivas sobre a  evolução dos negócios e dos resultados para o próximo ano. Trata-se de uma rotina que deve existir em qualquer empresa moderna. Porém, mais […]

“Não existem países subdesenvolvidos. Existem países subadministrados.” Peter Drucker

Esta é a altura em que se fazem as contas finais do presente exercício económico e se traçam as últimas perspectivas sobre a  evolução dos negócios e dos resultados para o próximo ano. Trata-se de uma rotina que deve existir em qualquer empresa moderna. Porém, mais que uma rotina, interessa perceber o grau de qualidade com que esses instrumentos de gestão são executados e o nível de divulgação ou  de participação que os mesmos têm na sua elaboração.

A boa qualidade do relato financeiro é um requisito fundamental a preencher, impondo a explicitação de todos os factos relevantes da vida da empresa, com precisão e transparência, visando informar devidamente os accionistas, os bancos, o fisco e os seus trabalhadores. É pressuposto que seja uma informação verdadeira, ou seja, não contenha práticas contabilísticas fraudulentas ou deficientes sobre a real situação da empresa.

Podem não estar ainda alinhadas com as normas internacionais de  contabilidade, mas será óptimo se as contas se apresentarem completas e verdadeiras nos termos das normas contabilísticas vigentes no País. A sua validação por um auditor independente constituirá uma garantia importante, mas não é suficiente.

O que é determinante é o sentido de rigor e responsabilidade que deve existir na prestação de contas por parte dos administradores das empresas, sendo estes os elementos decisivos para o exercício
das boas práticas nesse domínio. Há que reconhecer que ainda há um longo caminho a percorrer, mas há que percorrê-lo brevemente, até porque, hoje, os bancos estão mais exigentes e o fisco está mais atento, além de que as empresas se devem preparar atempadamente para a bolsa.

A utilização de instrumentos de gestão previsional é também importante na fixação de objectivos ambiciosos mas realistas. Porém, numa conjuntura incerta como a actual, onde essa fixação se torna extremamente aleatória, ganha relevância o processo de elaboração desses instrumentos, como seja o plano operacional e o orçamento, no caso para 2016, se envolver os órgãos principais e os trabalhadores em geral da empresa, pois poderá constituir um factor importante de alinhamento estratégico e mobilização geral.

Tudo isto se refere ao plano formal ou metodológico da construção de um balanço e de um orçamento. E qual a influência da conjuntura na formulação substantiva daqueles documentos, especialmente do orçamento? Que perspectivas de contexto económico e financeiro geral para o próximo ano?

É uma avaliação que implica a previsão de cenários alternativos e, acima de tudo, uma forte monitorização da evolução da realidade futura e actualização sistemática das estratégias e objectivos traçados em função das novas perspectivas entretanto geradas. Este é um desafio enorme com que se confrontam nesta altura os administradores das empresas, exigindo-lhes um alto sentido de competência, responsabilidade e resiliência.

Por: Campos Vieira

Email: geral.mediarumo@gmail.com

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