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O homem que desviou o avião da Egyptair foi detido

As autoridades descartaram desde cedo a possibilidade de ser um acto terrorista, o sequestrador terá atirado uma carta para fora do avião e pediu que fosse entregue à ex-mulher. Terá também pedido asilo político.

Foi detido o homem que desviou esta terça-feira o avião da companhia aérea Egyptair que foi identificado, no Twitter, como Seif Eldin Mustafa. O sequestrador rendeu-se perante as autoridades, tendo abandonado o avião com as mãos no ar.

O aparelho que inicialmente fazia a ligação entre a cidade de Alexandria e o Cairo atravessou o Mediterrâneo e aterrou no aeroporto de Larnaca, em Chipre. Algum tempo depois, o sequestrador começou a libertar os passageiros.

O Presidente cipriota. Nicos Anastasiades, esclareceu: “Não é nada que tenha a ver com terrorismo”,

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros cipriota, Alexandros Zenon, descartou a possibilidade de estarem em causa motivações terroristas. “Aquilo que clarificamos é que não se trata de terrorismo. Ele [o sequestrador] parece ser uma pessoa instável, num estado psicológico instável e o problema está a ser tratado em conformidade com a situação”, afirmou Zenon, citado pela Reuters.

No Cairo, o ministro da Aviação Civil egípcia adiantava que dos 55 passageiros “de várias nacionalidades” que seguiam no voo entre Alexandria e o Cairo. Num comunicado, o ministério da Aviação Civil afirmou que no avião estavam 21 passangeiros estrangeiros, entre eles oito norte-americanos, quatro britânicos, quatro holandeses, dois belgas, um francês, um italiano e um sírio.

Cherif Fathy não quis revelar as circunstâncias do sequestro nem as motivações do sequestrador. Os órgãos de comunicação social cipriotas avançam, no entanto, que o desvio foi feito por motivos pessoais, adiantando que o sequestrador pretendia entrar em contacto com a ex-mulher, de nacionalidade cipriota. Contam que terá atirado uma carta para fora do avião e pedido para que aquela fosse entregue à ex-mulher. Há também informações de que teria pedido um tradutor e asilo político.

 

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