Mercado

Exposição da banca portuguesa ao BCE desce para mínimos de Dezembro de 2016

19/12/2017 - 09:04, Banca

O financiamento dos bancos portugueses concedido pelo Banco Central Europeu diminuiu ligeiramente.

O financiamento dos bancos portugueses concedido pelo Banco Central Europeu (BCE) diminuiu ligeiramente em Novembro face a Outubro, para 22.393,63 milhões EUR, o valor mais baixo  desde  Dezembro  passado,  segundo o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com dados divulgados pelo BdP nesta terça-feira, a exposição da banca portuguesa ao BCE diminuiu ligeiramente, de 22.418,66 milhões EUR em Outubro para 22.393,63 milhões EUR em Dezembro.

Os números divulgados pelo supervisor bancário mostram que o financiamento do BCE à banca portuguesa está em mínimos desde Dezembro de 2016, sendo que nesse mês foram concedidos 22.372,12 milhões EUR.

Desde Julho de 2016 que a exposição da banca portuguesa ao BCE está abaixo dos 24.000 milhões EUR, e desde então, registou o valor mais baixo em Novembro passado: 22.221,12 milhões EUR.

Recorde-se que, em Abril de 2010, a banca portuguesa tinha uma exposição à cedência de liquidez do BCE de 17.700 milhões EUR, um valor que disparou  em  Maio  de  2010  para 35.800 milhões EUR. O valor máximo foi atingido em Junho de 2012, quando os empréstimos chegaram a um valor recorde de 60.500 milhões EUR.

Vulnerabilidades

O sistema financeiro português ainda tem algumas vulnerabilidades, incluindo o elevado nível de crédito malparado e a baixa rentabilidade do sector, avisa também o Banco de Portugal. “O sistema financeiro português, designadamente o sector bancário, continua a apresentar algumas vulnerabilidades”, refere o banco central no seu Relatório de Estabilidade Financeira.

“A redução do stockde NPL (non- -performing loansou crédito malparado), que ainda permanece elevado, exige que as medidas incluídas na estratégia abrangente continuem a ser adoptadas”, sublinha.

“Importa, em particular, prosseguir a actual trajectória de NPL, de acordo com os planos acordados com o Mecanismo Único de Supervisão e o BdP, em especial dada a necessidade de aceder aos mercados financeiros internacionais para dar cumprimento aos requisitos regulamentares, incluindo os requisitos mínimos de passivos susceptíveis de absorver perdas em caso de resolução”, avança o banco central.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.