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Quase metade das saídas da banca foi voluntária

11/12/2017 - 08:40, Banca, featured

Banca perdeu apenas 87 colaboradores em 2016, sobretudo por vontade dos próprios. Homens continuam em maioria e jovens até aos 39 anos são 59% do total, segundo ABANC.

Por Fernando Baxi

fernando.baxi@mediarumo.co.ao

As saídas voluntárias foram a principal causa para a redução do número de colaboradores na banca no ano passado, revela o ‘Relatório Anual 2017’ da Associação Angolana de Bancos (ABANC). Esta redução foi, contudo, residual – apenas 87 trabalhadores, adianta o documento.

De  acordo  com  o  Relatório  da ABANC, no final de 2016 o sistema bancário tinha 21.654 colaboradores, que comparam com 21.741 no ano anterior. A maior parte (39,9%) saiu voluntariamente, indica o relatório, que não explicita se o que esteve em causa foram rescisões amigáveis ou saídas pelo próprio pé, por exemplo, para outro tipo de instituição.

O documento da entidade liderada por Amílcar Silva revela ainda que quase um terço das saídas (29,9%) se deveu à aplicação de medidas disciplinares, enquanto em 10,3% dos casos houve extinção do posto de trabalho presume-se que por encerramento de agências, por exemplo.

A ABANC assinala que, em 2016, “doze instituições fecharam o ano com um quadro de pessoal inferior ao ano homólogo”, mas destaca que, entre Janeiro de 2010 e Dezembro do ano passado, o número de trabalhadores na banca duplicou.
A taxa anual de crescimento [do número de colaboradores] “tem vindo a diminuir”, lê-se no documento.

No triénio 2008-2010, ascendeu a 20%; no biénio 2011- 2012, ‘disparou’ para 143%; e no triénio 2013-2016, foi de 5%.

Fazer mais com menos: eficiência aumentou

A quebra no número de colaboradores no ano passado verificou-se “não obstante o aumento da rede bancária em 99 [agências ou balcões, para 1699)”, acrescenta o documento, o que indicia “maior eficiência na actividade das instituições financeiras”.

A ABANC considera também relevante, em 2016, a fusão entre o Banco Millennium Angola (BMA) e o Banco Privado do Atlântico (BPA), revelando que a “entidade resultante da fusão, o Banco Millennium Atlântico (ATL), reflectia no final de 2016 um quadro de pessoal 7% menor” face à soma dos colaboradores das duas instituições antes da fusão.

O documento adianta ainda que, no ano passado, houve um aumento do nível de escolaridade dos trabalhadores bancários. A maior parte (36,9%) tinha o ensino médio, 18% completaram o ensino superior, 30,1% tinham frequência universitária, enquanto 14,9% possuíam outro tipo de formação que o estudo não explicita.

Numa análise por faixa etária, verifica-se que a maioria dos trabalhadores bancários tem entre os 25 e os 34 anos (59,0%), seguindo-se o escalão
35-50 anos (29,9%).

Colaboradores são quase todos efectivos

Do total de trabalhadores da banca em 2016, 47,6% eram mulheres, e 52,4% eram homens. Em termos de vínculo, a esmagadora maioria (96,2%) é efectiva, sendo mais de metade (55,3%) dos quadros há menos de seis anos.

A actividade global deste sector na área de formação contou com mais de 37 mil participações, das quais 80,8% foram ministradas internamente, de forma presencial, em cursos destinados, exclusivamente, a trabalhadores do sector bancário, permitindo a personalização de conteúdos e também a capacitação do pessoal.

Quanto à formação por área temática, segundo ainda o relatório da ABANC, 35,8% dos trabalhadores receberam formação em marketing,31,5% em gestão financeira, 11% em softskills, 7,5% em recursos humanos, 6,4% em compliance, 1,6% em Direito, 1,5% em línguas estrangeiras e 0,4% em higiene e segurança no trabalho.

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