Mercado

Novas companhias atentas a produtos de responsabilidade civil

03/10/2017 - 11:52, Banca, Banca

Pelo menos duas seguradoras entram no mercado anualmente. Actualmente há 25 companhias licenciadas, mas nem todas estão a operar.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

As companhias de seguros que têm surgido no mercado, apesar de terem como actividade principal a comercialização dos ramos Vida e Não Vida, apostam apenas no primeiro ramo, sobretudo nos seguros de responsabilidade civil.

O seguro de responsabilidade civil geral representa protecção para situações que ‘fogem’ do controle dos segurados – e a responsabilidade civil está presente em toda a actividade humana.

Actos involuntários, por exemplo, podem causar prejuízos a terceiros e afectar o seu património, já que os ‘desdobramentos’ de um acidente são difíceis de prever.

O seguro de responsabilidade civil tem um amplo espectro de coberturas, desde o automóvel à residência, passando pelos serviços prestados por profissionais autónomos e liberais, como médicos, dentistas, advogados, arquitectos,engenheiros, correctores de seguros, entre outros.

Em Angola, têm surgido, pelo menos, duas novas seguradoras por ano. Este ano, até ao momento, apenas uma foi licenciada pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), segundo Silvano Adriano responsável de Supervisão de Seguros e Mediação da entidade. Trata-se da Aliança Seguros, que tem no seu portefólio os ramos Vida e Não Vida. Entretanto, a Sol Seguros, do Banco Sol, que opera nos dois ramos, iniciou actividade em Agosto. Com a entrada em cena desta companhia, o mercado nacional conta 25 seguradoras licenciadas pela ARSEG. Duas, contudo, não se encontram ainda a operar – apesar de já terem feito o registo especial junto do regulador.

Silvano Adriano salienta que, nesta altura, há vários processos em curso para a constituição de seguradoras, estando o regulador a aguardar que os proponentes remetam os processos das companhias para o seu registo especial.

Quatro novas companhias a caminho

No total, quatro novas seguradoras poderão ser constituídas nos próximos meses, revela Silvano Adriano, adiantando que a ARSEG tem, actualmente, vários processos em análise, na primeira fase. Outros transitaram já para a segunda etapa, com a competente autorização do Ministério da Finanças para a sua constituição.

Com a entrada no mercado de novas seguradoras, novos desafios e novas oportunidade se abrem no sector. Para já, a exploração do ramo autóvel tem sido uma das principais fontes de arrecadação de prémios das companhias, além do seguro de saúde, que tem registado crescimento nos últimos anos.

Qual será o contributo das novas seguradoras para o fortalecimento do mercado – e que mercado encontram?

São algumas questões que se colocam, nesta altura, em função dos mas recentes desenvolvimentos do mercado segurador. Entretanto, tudo indica que o ramo Não Vida, onde se enquadram também, por exemplo, os seguros de responsabilidade civil automóvel, acidentes de trabalho, saúde, multiriscos, entre outros, continuará a merecer a atenção das companhias, dada complexidade que os seguros do ramo Vida acarretam.

A aposta nos seguros obrigatórios

Tendo em conta a sua importância, tudo indica que a aposta nos seguros obrigatórios também deverá constar da agenda dos novos players. Em Angola, como obrigatórios, há os seguros de responsabilidade civil automóvel, acidentes de trabalho e para os sectores da aviação e petroquímica.
As novas seguradoras têm um grande desafio pela frente: trabalhar no sentido aumentar a literacia financeira e o aumento da cultura de seguro entre a população. Se forem bem sucedidas, deverão vir a ter um aumento do volume de prémios.

Como resultado imediato, haveria uma maior contribuição do sector para o Produto Interno Bruto (PIB) e um aumento da taxa de penetração de seguros, que está situada em níveis inferiores a 1%.

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