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Conclusão das refinarias e subida dos combustíveis

05/03/2018 - 14:17, Business, featured

A Refinaria do Lobito, com a capacidade até 200 barris por dia, poderá ser concluída num período de três ou cinco anos, porém o Governo desafiou as empresas construtoras que concorrem para obra a concluí-las em menos tempo, revelou o PCA da Sonangol, Carlos Saturnino.

Por Edjaíl dos Santos

edjail.santos@mediarumo.co.ao

Os custos de construção da refinaria do Lobito, estimados inicialmente em 12 mil milhões USD, deverão ser reduzidos até metade do preço, segundo defendeu, recentemente, Carlos Saturnino. “As empresas consideram muita pressão fazer essa obra em menos tempo. Portanto, quatro anos é o tempo que o Governo pede para a conclusão da refinaria”, explicou Carlos Saturnino, acrescentando que  a Refinaria de Cabinda, por ter um porte mais pequeno, estará pronta dentro de dois anos.

Quanto à Refinaria de Luanda, pretende-se fazer obras para o aumento da capacidade de produção de gasolina e melhorias nas operações de manutenção, o que vai acarretar uma paragem obrigatória no ano em curso. A petrolífera nacional informa que foram recebidas manifestações de interesse de investidores para o sector de refinação, que totalizou 64, umas manifestando o interesse em ser accionistas, outras financiadoras ou ainda prestadoras de serviços. No final de dez dias, a Sonangol recebeu 27 propostas de investidores, que estão a ser analisadas.

Por outro lado, a Sonangol defende o aumento do preço dos combustíveis. Embora a última decisão pertença ao Estado, a maior distribuidora nacional de derivados de petróleo quer um esforço no sentido de aumentar o valor do litro de gasóleo e gasolina. “Não é de hoje nem dessa administração essa convicção, é uma vontade antiga e com o novo câmbio é necessário que se aumente o preço dos combustíveis. Devia haver uma margem de subida e descida dos preços, como fazem os outros países”, sustentou Carlos Saturnino. De acordo com os dados da Sonangol, o câmbio da empresa é há dois anos de 155 Kz, muito menor que o do BNA antes da entrada em vigor do câmbio flutuante. “Nós pagamos uma grande parte da factura do que se utiliza em termos de combustíveis para o País, por isso, ontas”, clama a administração da empresa pública. Em 2017, o mercado nacional consumiu 4.454.693 TM de combustíveis, dos quais 24,6% foram produzidos pela Refinaria de Luanda. Para cobrir o défice, foram importados 3.278.761 TM, correspondentes a 73,6% do volume consumido. A redução dos volumes consumidos e importados, comparado aos anos anteriores, deve-se às dificuldades de acesso às divisas e a contracção da procura, face à actual conjuntura económica nacional.

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