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Indústria transformadora liderou mortalidade de empresas em 2016

01/12/2017 - 09:56, Business, featured

A taxa mais elevada de mortalidade empresarial ocorreu na indústria transformadora, com 4,4%. Seguem-se agro-negócio, comércio, reparação de veículos automóveis e construção.

Por Roberto Alves
roberto.alves@mediarumo.co.ao

A taxa de mortalidade de empresas por  actividade  económica,  entre 2013 e 2016, demonstra que a mais elevada ocorreu na indústria transformadora, com 4,4%, em 2016, e na agro-pecuária, produção florestal e silvicultura, com 4,1%, em 2015, revela o Anuário de Estatísticas das Empresas 2013-2016, divulgado pelo Instituto  Nacional  de Estatística (INE).

No total de 2439 empresas em actividade, por sector institucional, verifica-se que a mais alta taxa de mortalidade ocorreu em 2014, com 1,5%, e a mais baixa em 2013, com 0,3%. Em  termos  de  comércio  a grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos, 778 encerraram  actividade  em  2016, apesar de terem surgido 1377 novos
negócios.

Entre 2013 e 2016, surgiram sete novas sociedades financeiras, e encerraram cinco em 2016. Só em 2016, das 1134 sociedades não-financeiras privadas nacionais, encerraram actividade 842. Empresas familiares, no ano passado registaram-se 1291, mas 1288 fecharam as portas.

Serviços lideram taxas de natalidade

No que diz respeito às actividades económicas, em 2016, as maiores taxas de natalidade de empresas foram  observadas  nos  serviços  de apoio e actividades administrativas, com 33,2%, seguidos das artísticas, de  espectáculos,  desportivas  e  recreativas, com 9,4%. No período em referência, a maior taxa de natalidade de empresas em Angola foi registada em 2016, com 5,3%, e a menor, em 2013 , com 1,2%.

As  actividades financeiras,  com 6,1%, e a produção e distribuição de electricidade, gás e água, com 5,1%, alcançaram taxas mais elevadas.
Observando a forma jurídica, as empresas públicas tiveram a taxa de natalidade mais elevada, com 10,9% em 2015, enquanto as sociedades por quotas registaram a maior taxa em
2016, com 6,2%.

As empresas públicas em 2013 e as sociedades  anónimas  em  2014  observaram as menores taxas de natalidade,  ambas  com  cerca  de 0,0%. No que diz respeito às províncias, a maior taxa de natalidade de empresas registou-se no Uíge, com 18,3%, seguida do Huambo, com 17,4%, em 2016. A maior taxa de mortalidade de empresas constatou se na província do Bengo, com 8,7% em 2014, seguindo-se o Cuando Cubando, com 6,3% em 2016.

Empresas em actividade

O tecido  empresarial  angolano,  em termos de número de unidades registadas, registou uma tendência sempre  crescente  ao  longo do período de 2013 a 2016. Até o final do período em referência, foram analisadas, no ficheiro de Unidades Estatísticas Empresariais, 152 359 empresas. Deste universo, 46 096 encontravam-se em actividade em 2016, o que compara com um total de 41 507 empresas activas em 2015.

No que diz respeito à distribuição de empresas, em 2016, classificadas por secção da Classificação de Actividades Económicas (CAE), permanecem em actividade 50% das empresas  registadas  no  comércio  a grosso e a retalho, 9% das de reparação de veículos automóveis e motociclos, 6% das de alojamento e restauração (restaurantes e similares), 6% na construção, 6% na indústria transformadora e 4% nas actividades administrativas e serviços de apoio.

Em relação às empresas em actividade por sectores institucionais, as sociedades não-financeiras públicas representaram 0,4%, enquanto as privadas nacionais, 44,4%; as familiares, 54,5%; as não-financeiras sob controlo estrangeiro, 0,5%, e as financeiras, 0,2% e 4%, respectivamente.

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