Mercado

Quality Contact Center de olhos postos na internacionalização

30/10/2017 - 09:14, Business

Empresa de call centers prevê exportar serviços para países africanos em 2018. Custos altos retiram competitividade ao sector.

A Quality Contact Center, QCC, empresa especializada em outsourcingde consultoria em atendimento e fornecimento de soluções de apoio ao cliente, poderá internacionalizar-se no próximo ano, revela o director-geral da startup. Ao Mercado, Carlos Pinho adianta que os resultados alcançados nos dois primeiros anos de actividade e o “retorno positivo” por parte dos clientes permitem à companhia planear essa meta, nomeadamente ao nível do continente africano.

“A melhoria da qualidade das telecomunicações, a experiência que se acumula num sector que conta com quase 20 anos de existência em Angola e a multiculturalidade existente na nossa sociedade dão-nos algumas garantias sobre a capacidade de, a partir de Angola, prestar o serviço de atendimento não só para os mercados lusófonos como também para os francófonos e anglófonos”, afirma o gestor.

“Por isso, logo desde o início investimos em tecnologia de ponta e definimos referências internacionais para definir o nosso modelo de prestação de serviço”, garante.
De acordo com Carlos Pinho, a empresa está “capacitada para integrar nos seus sistemas de atendimento os sistemas de gestão de qualquer negócio, de forma segura e certificada”.

“A nossa plataforma permite a autenticação por acesso e por transacção com o mesmo nível de segurança de qualquer outro sistema em utilização na banca, seguros e telecomunicações de qualquer parte do mundo”, diz.

A QCC presta serviço de apoio ao cliente em regime de outsourcinga várias empresas, com destaque para Multichoice, Movicel, BAI, Coca-Cola, Cuca e Banco Postal. “Através dos diversos canais de atendimento, diariamente atendemos, em média, 55.000 contactos, o que dá cerca de 10 milhões por semestre”, assinala. A QCC tem a sua base em Luanda e nela trabalham, actualmente, cerca de 400 colaboradores. Apesar de este tipo de empresas estar entre as que têm maior volume de rotatividade, a estratégia da QCC, segundo Carlos
Pinho, passa por “motivar os colaboradores investindo na formação e promovendo a meritocracia, proporcionando assim oportunidades de progressão de carreira tanto a nível interno, como externo”. “Um operador que tenha um bom desempenho está mais bem preparado para concorrer às oportunidades de emprego dos nossos clientes, e não só”, afirma o responsável.

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