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Sonangol anuncia parceria para campos petrolíferos no Iraque

01/03/2018 - 11:28, Business, featured

Será a Vertex a assumir a maior parte dos custos de reativação das operações petrolíferas em Mossul, no Iraque.

Dinheiro Vivo

A Sonangol associou-se a empresa Vertex que deverá assumir a maior parte dos custos de reactivação das operações petrolíferas em dois campos de produção em Mossul, no Iraque. O anúncio avançado nesta quarta-feira pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, durante uma conferência de imprensa, realizada no âmbito dos 42 anos de existência do grupo.

A petrolífera anunciou no início deste mês, que reassumiu a posse dos dois campos, localizados em Najmah e Qayarah, sul de Mossul, com reservas de mil milhões de barris de petróleo, após um longo período sob controlo do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), um investimento de quase 300 milhões de euros. Segundo Carlos Saturnino, as duas concessões ficaram sob influência da guerra e depois foram mesmo ocupadas pelo EI, que “ironicamente pôs em produção os dois campos da Sonangol”, acusou Carlos Saturnino. “E esteve a produzir 10 mil barris por dia, vendendo, fazendo dinheiro, até que a guerra diminuiu e os colegas voltaram ao trabalho, conseguiram ir ao Iraque, negociaram com empresas e voltaram à situação actual”, explicou o presidente da Sonangol.

A estratégia de recuperação dos investimentos no Iraque, avançou o responsável, assenta na associação a uma empresa, que deverá assumir maior parte dos custos de reactivação das operações petrolíferas nos dois campos. “A Sonangol é a detentora dos direitos, enquanto operadora e continuará a ter os seus rendimentos. Estamos a falar de campos que têm ramas pesadas, essencialmente, e ácidas (…) tem reservas de cerca de um bilião de barris, de maneira que isso é investimento para um longo prazo, desde que se produza a garantia de investimento ao longo de vários anos”, frisou. É convicção da Sonangol que esta definição estratégica permitirá minimizar o investimento directo, isto é, o fluxo financeiro da petrolífera estatal, já que o parceiro em troca da associação garante o investimento para o desenvolvimento e produção dos dois campos.

 

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