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Leia a carta que os líderes mundiais da tecnologia enviaram à ONU

25/08/2017 - 10:38, Capital Humano

Elon Musk, da Tesla, Mustafa Suleyman, da Google, e Esben Østergaard, da Universal Robotics, entre outros, querem travar o uso de armas autónomas.

Por Marta Velho 

O comunicado chamou-lhes de “robôs assassinos”, e esta não é a primeira vez que os líderes do mundo da tecnologia alertam as Nações Unidas para os perigos da inteligência artificial. Já em 2015, a indústria tinha tentado alertar a ONU para a urgência de se fazer algo para tentar travar o desenvolvimento desenfreado da robótica, apelando a uma proibição internacional das armas autónomas. Dois anos depois, foram 116 líderes tecnológicos de 26 países a renovar o apelo de empresas que actuam no mundo inteiro, estão avaliadas em milhões e empregam investigadores e engenheiros da área.

Nos signatários contam-se nomes como Elon Musk, CEO da Tesla e da Space X, Mustafa Suleyman, da Google, e Esben Østergaard, fundador e CTO da Universal Robotics.

“Como empresas que desenvolvem tecnologias de inteligência artificial e robótica que podem ser reutilizadas no desenvolvimento de armas autónomas, sentimo-nos especialmente responsáveis neste alerta. Congratulamo-nos calorosamente com a decisão da Conferência das Nações Unidas sobre a Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW) de criar um grupo de especialistas governamentais (GGE) em sistemas de armas letais autónomas. Muitos dos nossos investigadores e engenheiros desejam oferecer conselhos técnicos para as suas deliberações.

Recomendamos a nomeação do embaixador Amandeep SinghGill, da Índia, como presidente do GGE.

Solicitamos às altas partes contratantes que participam no GGE que trabalhem arduamente para encontrar meios para impedir uma corrida a essas armas, para proteger os civis do uso indevido e para evitar os efeitos desestabilizadores dessas tecnologias.

“Lamentamos que a primeira reunião do GGE, que deveria começar hoje [21 de Agosto de 2017], tenha sido cancelada devido a um pequeno número de Estados não terem pago as suas contribuições financeiras à ONU.

Instamos as altas partes contratantes, portanto, a duplicar os seus esforços na primeira reunião do GGE agora planeada para Novembro.

Dinheiro Vivo 

Leia mais, na edição nº118 do Jornal Mercado, já nas bancas. 

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