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Banco Mundial: Economia chinesa cresce 6,8 % em 2017

27/12/2017 - 08:55, Banca, featured

O Banco Mundial elevou em uma décima a sua previsão de crescimento económico da China em 2017 para 6,8%.

Dinheiro Vivo

O Banco Mundial (BM) mantém, no entanto, as suas perspectivas para os próximos dois anos relativamente à segunda potência mundial, com diminuições  do  crescimento  em  2018 (6,4%) e em 2019 (6,3%) à medida que vão sendo aplicadas medidas restritivas do Governo chinês para reduzir riscos e aprofundar reformas.

O documento destaca que a recuperação do comércio mundial foi um factor importante na manutenção da actividade económica chinesa durante este ano. Outros factores positivos foram a continuidade das reformas para reduzir a alavancagem, o aumento da confiança das empresas, a criação de emprego, a estabilização das saídas de capital e a valorização do yuan face ao dólar norte-americano.

“As autoridades empreenderam um conjunto de medidas políticas e reguladoras destinadas a reduzir os desequilíbrios macroeconómicos e limitar os riscos financeiros sem um impacto significativo no crescimento”, destacou John Litwack, economista-chefe do Banco Mundial para a China, citado pela agência de notícias espanhola Efe.

O relatório recorda que Pequim colocou em marcha, desde 2016, importantes medidas para reduzir a alavancagem da economia, como uma política monetária mais restritiva e uma série de normas para reduzir os riscos financeiros, o que se traduziu numa descida do aumento do crédito.

Essas medidas restritivas, a par com a continuidade das reformas do Governo, fazem com que o BM preveja um abrandamento do crescimento económico nos próximos dois anos.

A política monetária prudente, uma regulação mais rigorosa do sector financeiro, a continuidade do esforço do Governo para reestruturar a economia e controlar a alavancagem vão contribuir, previsivelmente, para essa moderação do crescimento, indica o documento. Para Elitza Mineva, co-autora do relatório do BM, “as condições económicas favoráveis fazem com que seja um momento especialmente  oportuno  para  reduzir ainda mais as vulnerabilidades macroeconómicas e procurar um desenvolvimento de melhor qualidade, mais eficiente e sustentável”.

A China e o Reino Unido afirmaram entretanto estar determinadas em renovar a sua cooperação após a consumação da saída britânica da União Europeia, nomeadamente ao intensificarem as relações entre as bolsas de Londres e de Xangai.

Durante a visita a Pequim do ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, e em declarações aos jornalistas, o vice-primeiro-ministro chinês, Ma Kai, afirmou que “os planos pós-Brexit do Reino Unido marcam o início de um novo período de oportunidade histórica para uma pragmática relação sino-britânica sobre o desenvolvimento económico e o comércio”.

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