Mercado

Empresários querem alternativas low-cost para viagens aos EUA

12/03/2018 - 09:02, Business, featured

Fim anunciado da linha Houston Express, da Sonair, leva Câmara de Comércio EUA-Angola a procurar alternativas a preços económicos para viagens para e com origem no país do continente norte- -americano. Parceria com a Lufthansa está na calha.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao

A Câmara de Comércio EUA-Angola (USACC, sigla em inglês) está prestes a firmar  um  acordo  com  o  Grupo Lufthansa, com vista a facilitar as viagens dos membros da instituição para aquele país americano e não só, revela a CEO da associação empresarial.De acordo com Maria da Cruz, que falava ao Mercado, no final da semana passada, à margem do encontro mensal com membros da organização, o First Friday Club, em Luanda, a Câmara tem vindo a procurar um parceiro, de modo a auxiliar empresários e gestores a encontrarem boas alternativas para as suas deslocações ao estrangeiro.

A USACC pretende chegar a acordo com o Grupo Lufthansa, para que os seus membros possam efectuar viagens, da forma mais económica possível, para os EUA, e não só. A procura de um parceiro surge na sequência de a Sonangol ter anunciado o fim da ligação directa Luanda-Houston, o chamado Houston Express, a partir de 29 do corrente mês, operado pela Sonair, a subsidiária aérea da petrolífera. Segundo a Sonangol, a linha tem dado prejuízos na ordem dos 2,5 milhões USD/mês, devido ao reduzido número de passageiros. A ligação tem tido uma taxa de ocupação, em média, de 38%, insuficiente para garantir a sua rentabilidade.

Nesta altura, segundo a CEO, decorrem negociações com a Lufthansa, no especial para as viagens, o que está neste momento em estudo.Outro benefício da parceria, avança Maria da Cruz, é a facilidade de pagamento das passagens aéreas em kwanzas, não só para voos que saiam de Luanda, mas também com origem noutros aeroportos, incluindo de EUA, Singapura, Londres e outros, com destino à capital do País.

A carência de divisas tem criado constrangimentos aos membros da Câmara, que necessitam de viajar com frequência entre Angola e os EUA, sendo forçados a pagar em dólares quando a viagem tem origem no exterior do País.“O nosso objectivo é aliviar os constrangimentos que os nossos membros enfrentam nas suas deslocações de e para Luanda, o que passa pela diminuição dos custos e melhoria das oportunidades de negócios em Angola”, explica a responsável. O  Grupo  Lufthansa  –  que  inclui  a Lufthansa e a Brussels Airlines – voa, a  partir  de  Luanda,  para  Bruxelas  e Frankfut, na Alemanha, para além de outras capitais europeias. A partir desses pontos, os membros da USACC podem seguir viagem para os EUA em companhias parceiras. O grupo alemão é membro-fundador  da  Star  Alliance,  parceria  de companhias aéreas de que fazem parte empresas como a TAP, a Swiss, a Austrian Airlines, a Germanwings ou a Eurowings, entre outras, alargando a oferta de voos em code share. A Star Alliance integra igualmente a United Airlines, companhia norte-americana, o que pode também facilitar as deslocações dos membros da câmara aos EUA.

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