Mercado

Economia da Nigéria regista crescimento

11/09/2017 - 12:13, Finanças

A economia nigeriana registou um crescimento de 0,55% no segundo trimestre do ano, depois de vários meses em recessão, mas os os especialistas consideram que as perspectivas são preocupantes.

“A situação na Nigéria continua muito frágil”, considerou John Ashbourne, economista da Capital Economics para África. De uma forma geral, os economistas consideram ainda “decepcionantes” os resultados da economia nigeriana, apesar desta subida do PIB, pela primeira vez em mais de um ano. A economia da Nigéria contraiu 1,5% em 2016, entrando em recessão pela primeira vez em mais de 25 anos.

“A situação na Nigéria continua muito frágil”, considerou John Ashbourne, economista da Capital Economics para África. De uma forma geral, os economistas consideram ainda “decepcionantes” os resultados da economia nigeriana, apesar desta subida do PIB, pela primeira vez em mais de um ano. A economia da Nigéria contraiu 1,5% em 2016, entrando em recessão pela primeira vez em mais de 25 anos.

O PIB nigeriano também caiu no primeiro trimestre deste ano (- 0,91%), num contexto de quebra das receitas do petróleo e escassez de divisas, o que afastou investidores estrangeiros.

A produção de petróleo da Nigéria, o maior produtor do continente, a par de Angola, caiu devido a ataques rebeldes contra infra-estruturas no Delta do Níger.  A produção voltou a subir para 1,84 milhões de barris por dia no segundo trimestre, na sequência de uma trégua que entrou em vigor no início do ano, negociada pelo governo nigeriano, que concedeu acordos de amnistia aos grupos armados.

No entanto “se o sector petrolífero retomou com este crescimento, o desempenho foi bastante pior do que a maioria dos analistas estava à espera”, afirmou John Ashbourne.

Razia Khan, analista do norte-americano Standard Chartered Bank, tem a mesma opinião e explica o crescimento repentino da Nigéria: “Uma aceleração de 0,6% não conta muito”, na medida em que se baseia nos maus resultados registados no trimestre homólogo de 2016, que foram de -2%.

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