Mercado

Entrada da CMC na IOSCO permitirá mais transparência

19/09/2017 - 10:59, Finanças, Markets

A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que a adesão da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) à organização internacional IOSCO é positiva e que auxilia o financiamento e a criação de maior transparência, mas alerta para a necessidade da vontade política.

A revista britânica The Economist refere que a entrada é uma ajuda positiva para a CMC, mas salientam que a necessidade de mais transparência tem que ser suplementada com a vontade politica.

O processo de colocar as empresas em bolsa, com troca de acções, levará a “mais transparência dentro das empresas públicas, conhecidas pela sua opacidade”, defende a revista.

A possibilidade de a bolsa de Luanda, que actualmente transacciona apenas dívida, poder avançar para uma bolsa de acções, tem sido sucessivamente anunciada “com pompa e circunstância, mas depois as datas passam discretamente”, diz a EIU, lamentando que dificilmente o processo arranque este ano.

“Ter uma bolsa completamente funcional criaria fontes alternativas de financiamento para as empresas privadas em Angola e ajudaria a desbloquear capital actualmente preso em activos fixos, e permitiria também atrair investimento estrangeiro, para além de ter um efeito positivo sobre o kwanza”,  citam os analistas.

A CMC foi criada em 2005 para supervisionar todos os aspectos das trocas de acções, dívida e títulos em Angola.

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