Mercado

Inflação volta a cair em Agosto, mas mantém-se acima de 1,5%

14/09/2017 - 15:19, Finanças

A inflação mensal baixou ligeiramente entre Julho e Agosto, para 1,59%, e recuou para quase metade do verificado no mesmo período do ano passado, revela a Folha de Informação Rápida do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), divulgada nesta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Entre Junho e Julho, recorde-se, o IPCN havia sido de 1,69%, invertendo um ciclo de descidas que se verificava desde Fevereiro. De acordo com o documento do INE, a classe ‘Vestuário e Calçado’, com 3,11%, foi a que registou o maior aumento de preços.

Destacam-se também os aumentos verificados nas classes de ‘Bens e Serviços Diversos’, com 3,09%, ‘Bebidas Alcoólicas e Tabaco’, com 3,00%, e ‘Saúde’, com 2,86%.

Numa análise por províncias, verifica-se que as que registaram maiores aumentos foram Moxico (2,20%), Cunene (2,11%), Cuando-Cubango (2,03%), Namibe (2,00%) e Lunda-Sul (1,90%).

As províncias com menor variação foram Huíla (1,12%), Huambo (1,21%), Bié (1,35%), Cabinda (1,39%) e Lunda Norte (1,55%). O IPCN atingiu um pico de 4,26% em Julho do ano passado, face a Junho.

Em Dezembro, a inflação mensal ficou em 2,04%, tendo subido ligeiramente para 2,25% em Janeiro deste ano. Entretanto, tem vindo a cair (excepto em Julho), apesar de se manter sempre acima da meta que o Presidente José Eduardo dos Santos havia definido como a ‘ideal’ no máximo, de 1,5% por mês.

Segundo o INE, em Agosto, a classe ‘Alimentação e Bebidas não Alcoólicas’ foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 0,58 pontos percentuais (p.p.), seguida das classes ‘Vestuário e Calçado’ e ‘Bens e Serviços Diversos’ (0,21 p.p. cada) e ‘Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção’ com 0,19 p.p.  As restantes classes tiveram taxas inferiores a 0,19 pontos percentuais.

Em termos homólogos, em Agosto, a inflação atingiu 25,18%, registando um decréscimo de 11,59 p.p. face à observada em igual período do ano anterior. Em relação a Janeiro deste ano, a inflação caiu, em Agosto, 14,48 p.p. Taxa homóloga mantém queda

A taxa de inflação homóloga, recorde-se, atingiu um máximo em Dezembro de 2016 (41,12%), após um ano em que, todos os meses, aumentou. Em Janeiro do ano passado, estava em 15,20%, mas as dificuldades nas importações, motivadas pela carência de divisas devida à queda dos preços do petróleo, levaram ao aumento geral de preços.

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