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Empresa do produtor Weinstein declara falência

26/02/2018 - 15:40, Global Report

A Weinstein Company não conseguiu concluir as negociações com investidores e declarou falência. O produtor acusado de assédio sexual foi demitido.

A Weinstein Company, estúdio de cinema em Nova Iorque, fundado pelo produtor de Hollywood Harvey Weinstein e pelo seu irmão, declarou falência após as negociações para vender os activos a um grupo de investidores terem falhado. Depois do escândalo que rebentou em Outubro do ano passado e envolveu o produtor cinematográfico, acusado de dezenas de crimes sexuais como abuso sexual, violação e assédio sexual, e depois de não ter sido possível vender a empresa a falência foi, de acordo com a direcção, “a única opção viável”.

“A Weinstein Company está envolvida num processo de venda activa com a esperança de preservar ativos e empregos. Hoje, essas negociações foram concluídas sem um acordo assinado”, afirmou o conselho de administração da empresa num comunicado divulgado pela imprensa norte-americana. O mesmo documento revela que “um processo de falência ordenado” é “a única opção viável para maximizar o valor que resta da empresa”.

As negociações decorriam com a investidora Maria Contreras-Sweet e com o apoio do milionário Ron Burkle. Em cima da mesa estava uma proposta de 500 milhões de dólares para a compra da Weinstein Company que não se concretizou por culpa dos investidores, segundo alega a administração do estúdio de cinema. Foi instaurado um processo contra a empresa que acusa Weinstein de abusar de mulheres que trabalhavam no estúdio e refere ameaças de morte a funcionários. Também o irmão do produtor, Robert Weinstein, membro da administração da Weinstein Company, é acusado de não ter ajudado a prevenir os maus tratos aos funcionários apesar de, alegadamente, terem sido apresentadas provas.

Desde que as acusações ao produtor de cinema foram divulgadas pelo jornal The New York Times que a empresa tem vindo a sofrer as consequências com uma perda de negócios consequente do afastamento de parceiros e investidores. Weinstein foi demitido pelo conselho da empresa que criou com o seu irmão em 2005. Mais de 50 mulheres acusaram o produtor de Hollywood de crimes sexuais, entre elas, conhecidas actrizes de cinema como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow ou Cara Delevingne.

 

 

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