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Rainha de Inglaterra apanhada nos novos Paradise Papers

06/11/2017 - 11:33, Global Report

Offshores e fuga ao fisco. Investigação do ICIJ menciona Apple, Nike, Uber, dezenas de consultores de Trump, um genro de Putin, um amigo de Trudeau.

Milhões de libras das contas pessoais de Isabel II foram investidos num fundo das ilhas Caimão e transacionadas através de uma empresa acusada de explorar pessoas em dificuldades económicas. A informação consta da mais recente investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI), designada Paradise Papers, que está a ser divulgada este domingo e avançada pelo DN.

Além na monarca, muitos elementos próximos de Donald Trump estão ou estiveram envolvidos em investimentos em operações financeiras em offshores e uma empresa russa pagou, através destas operações, importantes verbas a um grupo económico dirigido pelo atual secretário do Comércio, Wilbur Ross.

Um colaborador próximo do atual primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, também terá movimentado enormes somas de dinheiro para paraísos fiscais; e empresas como a Nike ou a Apple recorreram a todos os meios possíveis para fugirem aos impostos, conclui a nova investigação do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), a entidade que também foi responsável por outra investigação famosa recente, os Panama Papers.

As novas revelações mostram que centenas de pessoas, entre políticos, empresários e artistas, além de numerosas empresas, recorreram a uma complexa teia de empresas fantasmas e operações em offshores para se protegerem das suas obrigações fiscais ou ocultarem património. Todavia, a grande maioria destas atividades não deve encerrar em si elementos ilegais.

Dinheiro Vivo

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