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Alberto Oliveira Pinto recebe prémio Sagrada Esperança

06/11/2017 - 15:26, + Mercado

O escritor angolano conquistou o galardão pela segunda vez. A obra premiada, “Imaginários da História Cultural de Angola” destacou-se entre 30, avaliadas pelo júri.

Por Roberto Alves Fotos DR

O escritor angolano conquistou o galardão  pela  segunda vez, depois de  tê-lo  feito  em 1998,  com  o  rom a n c e “ Ma z a n g a ”.  A obra  premiada, “Imaginários  da História Cultural de Angola” destacou-se  entre  30, avaliadas  pelo júri.

Alberto Oliveira Pinto recebeu, na última quarta-feira, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, para além do valor monetário de um milhão e quinhentos mil Kwanzas, um diploma, troféu e o romance já editado.

Recorde-se que o vencedor deste prémio literário foi anunciado há seis meses, pelo Ministério da Cultura. Em entrevista exclusiva ao Mercado, o escritor afirma estar satisfeito com o reconhecimento de um trabalho persistente e muitas vezes árduo. “É uma honra e uma grande emoção, claro!”, disse. Imaginários da História Cultural de Angola são um conjunto de ensaios que o autor considera pós-doutorais.

Escreveu-os entre 2010 e 2015. “Escrevi esta obra, preocupado com a chamada história cultural vista como um conjunto de signi ficados e símbolos construídos pelos homens, abrangendo, além dos coloniais, os imaginários angolanos nativistas românticos (alguns já independentistas) do século XIX, assim como os nacionalistas que se foram formando, não só depois de 1945, mas sobretudo depois do Processo dos 50, no final da década de 1950”, explicou, ele que é também historiador. Alberto Oliveira Pinto dedica este prémio ao povo angolano. “Aliás, a Sagrada Esperan- ça, que lhe dá nome, e a figura de Agostinho Neto devem, a meu ver, estar sempre presentes entre nós”, disse o autor.

O Prémio Sagrada Esperança é organizado em parceria com a Fundação Dr. António Agostinho Neto e com o Banco Caixa Angola, que patrocina a iniciativa desde 2011. A iniciativa visa promover o enriquecimento do universo simbólico e do imaginário da língua portuguesa, através do discurso literário, incentivar a criação literária, entre os autores nacionais, bem como assegurar o surgimento de novas obras editadas. É sobretudo uma homenagem ao poeta António Agostinho Neto, sendo dirigido a autores angolanos, com ou sem obras publicadas e foi constituído pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD), desde 1980.

A obra Quem Me Dera Ser Onda, de Manuel Rui Monteiro, foi a primeira a ser galardoada. Alberto Oliveira Pinto nasceu em Luanda aos8 de Janeiro de 1962. Licenciou- -se em Direito em 1986 e é mestre em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa desde 2004. O escritor é investigador do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Durante, a entrega do prémio destacou-se a necessidade de os criadores consagrados participarem na edição 2017, como forma de valorizar cada vez mais o produto literário nacional, incentivando o génio criativo dos angolanos.

Alberto Oliveira Pinto nasceu em Luanda a 8 de Janeiro de 1962. Licenciou-se em Direito em 1986 e é Mestre em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa desde 2004. O escritor é Investigador do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Alberto de Oliveira Pinto é membro da UEA e actualmente é professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi distinguido com diversos prémios literários, de que se destacam o Prémio Revelação atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores em 1990, pelo romance O Senhor de Mompenedo, e o Prémio Sagrada Esperança pelo romance Mazanga, em 1998. Na área de investigação, lançou em 2012 Angola e as Retóricas Coloniais, e em 2016, História de Angola, da PréHistória ao Início do Século XXI.

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