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Católica mantém-se como melhor universidade do país

16/01/2018 - 14:38, + Mercado

Universidades Católica, Metodista e Utanga mantêm classificações do ano transacto, no ranking 2017, que destaca as 200 melhores universidades de África.

Por Vânia Andrade

A Universidade Católica de Angola continua a ser a primeira das três únicas universidades nacionais incluídas no ranking das 200 melhores instituições de ensino superior de África, em 2017, do UniRank, um website dedicado à classificação de universidades em todo o mundo, dirigido pela International Colleges and Universities.

A Católica, com sede no bairro do Palanca, Luanda, ocupa a 78.ª posição do ranking, pelo segundo ano consecutivo, depois de, no ano passado, ter ‘trepado’ 23 posições – antes, estava em 101.º lugar. Actualmente, é composta pelas faculdades de Direito, Economia e Gestão, Ciências Humanas, Teologia e Engenharia, a par dos institutos superiores de Ciências da Saúde, Dom Bosco e João Paulo II. A segunda universidade angolana a integrar a lista é a Metodista (UMA), que foi a 132.ª classificada da tabela. A UMA, igualmente privada, detém dois pólos situados na província de Luanda, nomeadamente, no Cacuaco e no Kinaxixi.

Inclui as faculdades de Arquitectura, Engenharia, Ciências Económicas e Empresariais, Ciências da Vida e do Ambiente, Ciências Humanas e Sociais, Direito, e de Ciências da Saúde e dos Desportos. Por fim, surge a Universidade Técnica de Angola (Utanga), que se estreou no rankingno ano passado, ocupando a 193.ª posição, a mesma em que ficou neste ano. De fora ficou, desta vez, a Universidade Agostinho Neto, que ocupara o 175.º lugar no rankingde 2016. A Utanga disponibiliza licenciaturas em Arquitectura e Urbanismo, Contabilidade e Finanças, Direito, Engenharia de Telecomunicações e Electrónica, Engenharia de Geologia e Minas, Engenharia Civil, Engenharia do Ambiente, Engenharia Informática, Engenharia de Minas, Língua e Literatura Inglesa, Relações Internacionais e Psicologia.

África do Sul mantém top3

A liderar a lista continuam universidades sul-africanas, nomeadamente as universidades da Cidade do Cabo, Pretória e da África do Sul, nos 1.º, 2.º e 3.º lugares, respectivamente. Na última posição desta lista está a Valley View University, do Gana, criada em 1979 pela Missão da União da África Ocidental dos adventistas do sétimo dia. A primeira classificada é uma instituição de ensino superior pública localizada na Cidade do Cabo, província do Cabo Ocidental. Fundada em 1829, actualmente com estudantes de mais de 100 países.

Considerada a universidade mais antiga do país, é formada pelas faculdades de Comércio, Engenharia, Ciências da Saúde, Ciências Humanas, Direito, Ciência e Negócio, e tem parcerias com instituições internacionais de todas as partes do globo. A Universidade de Pretória, que ocupa a 2.ª posição do ranking, está situada próximo de departamentos governamentais e das principais entidades de pesquisa de Pretória, incluindo a Fundação Nacional de Pesquisa e o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial.

A revista britânica Times Higher Education dá a conhecer todos os anos uma lista das melhores universidades do mundo. Este ano, a publicação dedicada ao ensino superior lançou um novo ranking com melhores instituições do continente africano. Damos a conhecer as dez mais bem classificadas. Os rankings das universidades tornaram-se uma das ferramentas mais usadas para avaliar o desempenho das instituições de ensino superior, pese embora as suas vantagens e desvantagens, com muitas críticas dirigidas para as metodologias que só têm em conta o que é quantificável. Apesar de existirem muitos rankings, os mais importantes são o Academic Ranking of World Universities (o famoso ranking de Xangai), criado em 2003 pela Universidade de Jia Tong, na China, e o Times Higher Education World Universities Rankings, publicado desde 2004.

O UniRank avalia as instituições a partir dos seus sítios na Internet, medindo os resultados dos trabalhos de pesquisa, as publicações online, o alcance das publicações, o acesso científico que a universidade possibilita aos investigadores e a outras instituições de pesquisa, situadas em países em desenvolvimento. É ainda avaliado o acesso ao conhecimento científico e seu aproveitamento pelos parceiros económicos, industriais, políticos, culturais e a comunidade local.

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