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Landrick Luzinga leva Praça Nova à Galeria Tamar Golan

14/02/2018 - 09:39, + Mercado

O artista vem, mais uma vez, mostrar técnicas novas e descobertas do seu génio artístico. Nota-se nas criações que oferece ao mundo das artes plásticas, que deixam estudiosos, críticos e artistas com a missão de as decifrar.

O mais recente exposição individual de Landrick Luzinga, Praça Nova, está aberta ao público, na Galeria Tamar Golan, desde o passado dia 2 e ficará patente até 19 de Fevereiro. Tal como já nos habitou, o artista aplicou sobre a tela manifestações da vida humana, como disse o também consagrado artista plástico Guilherme Mampuya. “Luzinga traz-nos a interpretação da inevitável aliança que está no código genético de muitos povos africanos.

Praça Nova vem mostrar técnicas novas, as descobertas de uma das criações geniais do mundo das artes plásticas, que deixarão estudiosos, críticos e artistas com a missão de as decifrar”, comentou o artista. Mampuya acrescenta que nessas telas o amigo e colega percorre “o caminho do progresso que esquece as ideologias livres e favorece o diálogo pragmático”. Landrick Luzinga nasceu no Uíge em 31 de Dezembro de 1988, tendo passado a sua infância e juventude na República Democrática do Congo (RDC). Fez os seus estudos e obteve a sua formação académica em Kinshasa, na Academia de Belas-Artes, tendo tido depois a oportunidade de estagiar em Angola nos ateliersde Etona, Patrício Mawete e Cristiano Mangovo.

Ainda durante os estudos de belas-artes em Kinshasa, participa em exposições colectivas na capital da RDC, no Espace SADI, na Embaixada da Bélgica, em 2008, e na Academia de Belas–Artes, em 2009. Em Angola, mostrou o seu talento pela primeira vez em 2010, no Lubango, no âmbito de um evento colectivo de arte de rua e, em Fevereiro de 2011, participou numa exposição colectiva no Centro Cultural daquela cidade. Ainda em 2011 participou em Luanda em mais um evento de arte de rua, na ADPP-Angola, e na exposição colectiva Mãe África, no Hotel Confidente.

Em Outubro de 2012 voltou a marcar presença em Kinshasa, com a performace Francophone, na Academia de Belas-Artes e, em Abril de 2014, participou numa exposição colectiva na ARC em Cape Town. Em 2015 e 2016, participou em diversas exposições colectivas em Luanda, destacando-se ainda pela sua presença na exposição Que Direcção, de Cristiano Mangovo, com a performance Preocupação de Um Criador. Em Novembro de 2016, Flash Referência foi a primeira grande exposição individual do artista em Angola (Galeria Tamar Golan). Ainda naquele ano participou na exposição colectiva Exótica, no Atelier Guilherme Mampuya. Em 2017 dedicou o mês de Março à mulher. No seu trabalho, a mulher é apresentada como símbolo da vida, do sacrifício, da energia, alegria e amor, uma exposição detalhada com cores vivas, esculturas de madeira e material reciclado.

Paralelamente, Luzinga abraça a escultura contemporânea pela paixão e pela vontade de dar uma segunda vida a produtos que seriam descartados para o lixo, manifestando assim a sua preocupação com a preservação do ambiente. Complementa a sua criação artística com a vertente da performance, através da qual encarna diferentes personagens e interage com as obras expostas, numa relação criador-criação, como se assim lhes desse a oportunidade de ganharem vida para se expressarem, ainda que por breves momentos, através do seu corpo.

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