Mercado

José Luís Mendonça relança “O Reino das Casuarinas”

14/11/2017 - 14:20, Life & Arts

Depois do sucesso da primeira edição, a obra acaba de ser reeditada pela Texto Editores e será apresentada na próxima terça-feira, pelo escritor Domingos de Barros Neto.

O romance O  Reino  das Casuarinas, da autoria de José Luís Mendonça, agora reeditado, volta ao Centro Cultural Português de Luanda, local onde foi apresentado pela primeira vez em Junho de 2014.

No livro, com chancela da Texto Editores, são abordados episódios que marcaram a história da guerra colonial até à independência, passando pelo conflito interno que perdurou durante largos anos depois da independência, até às dissidências internas político-religiosas.

José Luís Mendonça relata a história de sete angolanos vítimas da síndrome da amnésia auto-adquirida, provocado por traumas devidos à sua experiência de guerra, no período compreendido entre 1961 e 1987. Durante o internamento no Hospital Psiquiátrico de Luanda, o grupo decide evadir-se para fundar um Estado na floresta da ilha de Luanda, denominado Reino das Casuarinas.

O narrador, Nkuko, mutilado de guerra e impotente devido a uma agressão que sofreu na infância, desfia a história de cada uma das personagens, procurando identificar as causas do estado de perturbação de cada uma delas. Conta para tal com a ajuda de um gato, Stravinski, com particulares dotes musicais, que trouxe da ex-Alemanha Democrática, quando terminou os estudos como bolseiro. Como personagem central, destaca-se o Primitivo, presente ao longo de toda a narrativa, que tenta, em vão, resgatar valores e ideologias.

O objectivo idealista do grupo dos sete ‘alienados’, de transcender a realidade insatisfatória com a criação de um Estado democrático, acaba também por ser defraudado devido à ambição de poder de um deles, que decide pôr termo à vida de todos, quando se preparavam as primeiras eleições livres naquele projecto de país utópico. O escritor volta assim aos lançamentos, depois de, há quase um ano, ter feito no mesmo local a apresentação ao público do Luanda fica longe e outras estórias austrais, uma selecção de 18 estórias reunidas e que foram reinventadas ao longo de 40 anos da independência de Angola A última, Luanda fica longe, foi a primeira, escrita inicialmente em 1983.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.