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No Centro da Questão, de Van, no ELA

26/02/2018 - 12:38, + Mercado

Van projecta na tela a africanidade dos contornos do seu imaginário.

O espaço Luanda Arte acolhe, de 9 a 14 do próximo mês de Março,  um  conjunto  de  26 obras do artista plástico Francisco Van-Dúnem , Van, denominado No Centro da Questão.

No conjunto de obras, Van projecta na tela a africanidade dos contornos do seu imaginário, sugerindo uma singular essência artística e fecunda solidez criativa.

Os contornos estéticos da pintura de Van, de inspiração marcadamente endógena, celebram os traços da simbologia cultural angolana, alternando a opção figurativa com o devaneio do cromatismo abstracto, resultando num produto “angolanizado” e inequivocamente identitário.

Assim, simples objectos, aparentemente não artísticos, se elevam à categoria de instâncias de incontornável validação estética, instaurando uma profunda  reflexão  no  nosso  singelo  processo  de contemplação estética.

Van é autor de diversas obras, e as suas colecções já estiveram presentes em várias salas nacionais e internacionais.

Nascido em 1959, na província do Bengo, Francisco Van-Dúnem é mestre em Educação Artística pela University of Surrey Roehampton, Londres, em colaboração com o Instituto Superior Politécnico de Viana do Castelo (Portugal). É membro fundador da União Nacional dos Artistas Plásticos e co-fundador e professor da Escola Média de Artes Plásticas em Luanda. Foi director da Direcção Nacional de Formação Artística (DINFA).

É detentor dos prémios Mural Cidade de Luanda, 1984; de pintura, do Banco de Fomento e Exterior de Portugal, 1990, e ENSA Arte, na categoria de pintura, nas edições de 1996 e 2004. Em 2008, foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Artes Plásticas, numa promoção do Governo angolano através do Ministério da Cultura. Tem mais de uma dezena de exposições individuais no País e no estrangeiro, sendo a primeira, denominada Desenho, Gravura e Pintura, apresentada em Luanda (1984); a segunda, Pintura, em Setúbal (1993); a terceira, Participação Individual, na 23.ª Bienal de São Paulo (1996), e a quarta, Expo Cidade de Luanda, também na capital (2006).

Participou em exposições colectivas de artistas conceituados em vários países, entre os quais Argélia, Cabo Verde, Zâmbia, Gabão, Cuba, Brasil, Espanha, Portugal, Suécia, Alemanha e EUA.

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