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OGE 2018: Governo prevê taxa de inflação de 28,9% no próximo ano

17/12/2017 - 13:01, Markets

O documento, a que o Mercado teve acesso, aponta para um crescimento do PIB de 4,9%, com o sector petrolífero a avançar 3,1% e não petrolífero a aumentar 4,4%.

O Governo prevê uma taxa de inflação de 28,9% em 2018, de acordo com o Relatório de Fundamentação do Orçamento Geral do Estado para 2018 (OGE2018). O documento, a que o Mercado teve acesso, aponta para um crescimento do PIB de 4,9%, com o sector petrolífero a avançar 3,1% e não petrolífero a aumentar 4,4%.

O Relatório, que não indica uma previsão da taxa de câmbio Kz/USD para o próximo ano, refere que, este ano, o PIB deverá ter crescido 1,1%, afectado pelo recuo do PIB petrolífero em 0,5% (excluindo o impacto do projecto Angola LNG) ou 4,6% (incluindo LNG) e o não petrolífero a avançar 2,3%. O PIB não petrolífero terá crescido 1,9% este ano.  O défice previsto é de 2,9% (3,8% em 2017).

A produção de petróleo prevista para o próximo ano é de 1.698,5 barris por dia, mais 3,1% face à produção deste ano, estimada em 1.647,2. Considerando o impacto do Angola LNG, a produção petrolífera deverá ascender a 1.846,6 barris, mais 6,1% em relação à estimativa de 1.740,3 deste ano.

O preço estimado do barril é de 50 USD, segundo o documento, que reconhece que “a realidade do sector petrolífero será caracterizada por uma situação de declínio da produção nos próximos anos, em decorrência de diferentes constrangimentos que as companhias petrolíferas encontram para desenvolverem as suas actividades”.

Quanto ao sector não petrolífero, o crescimento é suportado pelo avanço de 5,9% na agricultura, prevendo-se “uma aposta forte nas principais fileiras (cereais, leguminosas e oleaginosas, raízes e tubérculos, carne, café, palmar e mel) que, em grande parte, estão directamente ligadas à dieta alimentar das populações do País”.
Já a industria Transformadora, deverá crescer 1,8%, um crescimento fundamentado, em parte, pela “entrada em funcionamento de 18 novas unidades fabris, durante o ano de 2017”.

O sector dos serviços mercantis deverá crescer a uma taxa de 4,3%, projecção que “parte dos pressupostos de que o quadro fiscal venha a registar melhorias, quando comparado com o ano de 2017”.

A construção deverá crescer a uma taxa 3,1%, sendo que “o desempenho deste sector é fortemente dependente de ajustamentos nas despesas de capital e, em particular, do Programa de Investimentos Públicos. Pressupõe-se que os projectos inseridos nas linhas de crédito nos últimos dois anos conheçam um maior dinamismo na execução física”.

A energia deverá crescer a uma taxa de 60,6%, fruto da “evolução física dos Projectos Estruturantes, que permitirá a entrada em operação das turbinas a vapor da Central do Ciclo Combinado do Soyo e do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, com duas turbinas (2×330 MW)”.

A extracção de diamantes, de minerais metálicos e de outros Minerais “registará uma taxa de crescimento de 4,4%”, o que é explicado “em grande medida, pela produção de diamantes esperada na mina do Luaxe, a exploração de ferro gusa e pelo aumento da exploração de rochas ornamentais”.

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